O ministro André Mendonça revogou a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista Antônio Camilo Antunes, impondo medidas como o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de contato, em meio a investigações sobre desvios no INSS.
As investigações da Operação Sem Desconto indicam que Romeu é considerado o sucessor de seu pai, que permanece preso, enquanto a defesa de Romeu alega que sua prisão era desnecessária e que sua inocência será provada.
Além de Romeu, o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, também teve sua prisão revogada, passando a usar tornozeleira eletrônica e enfrentando restrições semelhantes, em um contexto de reavaliação das estratégias judiciais na corte.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), revogou nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva (sem tempo determinado) de Romeu Carvalho Antunes, o filho do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
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Ele determinou que Romeu use tornozeleira eletrônica e proibiu o contato com outros investigados da Operação Sem Desconto, que trata de desvios em aposentadorias e pensões do INSS.
O ministro também proibiu Romeu de frequentar entidades sob suspeita de participarem do esquema. Procurada, a defesa diz que após "nove meses de prisão preventiva que não se sustentava sob qualquer aspecto, a Justiça reconheceu sua desnecessidade".
"A inocência de Romeu Antunes será demonstrada na investigação", afirmam os advogados Leandro Raca e Danyelle Galvão.
O Careca, que é apontado como um dos operadores centrais do esquema, continua preso. As investigações tratavam Romeu como o sucessor do pai.
Desde esta terça-feira (8), Mendonça tem flexibilizado medidas contra alvos da operação que já foram indiciados pela Polícia Federal.
As decisões foram dadas em meio a discussões feitas, nos bastidores, pelo presidente da corte, Luiz Edson Fachin, para repensar as relatorias dos casos INSS e Master e conter a crise entre Mendonça e Alexandre de Moraes.
O ministro também determinou a soltura do ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho. Ele estava preso preventivamente e passará a usar tornozeleira eletrônica e fica proibido de ter contato com demais envolvidos no caso e de deixar o país.
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