por Theo Chaves
Publicado em 09/09/2026, às 16h28
A Justiça de Alagoas determinou que o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, acusado de assassinar dois colegas, seja submetido a um exame médico-legal para investigar um possível surto psicótico durante o crime, ocorrido em Delmiro Gouveia.
Gildate está preso desde 20 de maio e foi indiciado pelas mortes de Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira, com a investigação não apontando desavenças entre ele e as vítimas, mas evidenciando uma mudança abrupta em seu comportamento.
Apesar da autorização para a perícia, a prisão preventiva de Gildate foi mantida, e o laudo do exame, que será realizado por um médico do Centro Psiquiátrico Judiciário, deve ser apresentado em até 45 dias.
A Justiça de Alagoas determinou que o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, acusado de matar dois colegas de trabalho, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, seja submetido a um exame médico-legal para apurar se ele sofreu um possível surto psicótico no momento do crime. A decisão foi proferida pela 1ª Vara de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, após a defesa dele solicitar a abertura de um incidente de insanidade mental.
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Gildate está preso preventivamente desde o dia 20 de maio, e foi indiciado pelas de mortes de Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira. A época do crime, os corpos das vítimas foram encontrados dentro de uma viatura descaracterizada da Polícia Civil na região central de Delmiro Gouveia.
Durante a decisão, a juíza Jéssica Lourenço de Sá Santos cita a existência de elementos suficientes para levantar dúvida sobre a integridade mental de Gildate no momento do crime. Segundo a magistrada, entre os elementos considerados estão um relatório da Polícia Civil que levantou a hipótese de um surto psicótico após a ingestão de bebida alcoólica e depoimentos de pessoas próximas ao policial que relataram uma mudança considerada atípica em seu comportamento.
A decisão também cita o interrogatório do policial após o duplo homicídio e depoimento de testemunhas. Ao ser ouvido, Gildate teria afirmado não reconhecer as ruas da cidade onde morava. Já uma companheira dele relatou que ele estava “aéreo, sem cor, totalmente irreconhecível”, enquanto uma enteada afirmou que o acusado teria dito “coisas desconexas”.
Apesar de autorizar a realização da perícia, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva de Gildate.
Investigação não aponta desavenças entre vítimas e policial
Durante a análise do pedido da defesa do policial, que pediu a instauração do incidente de insanidade mental, a magistrada destacou que a investigação não teria identificado elementos de desavença entre Gildate e as vítimas, planejamento ou motivação para o crime.
Segundo o inquérito, os envolvidos teriam participado de uma confraternização horas antes dos fatos. Para a juíza, a mudança abrupta de comportamento e a ausência de uma motivação aparente reforçam a necessidade de esclarecer a condição mental do acusado.
A magistrada ressaltou, no entanto, que a decisão não reconhece que Gildate tenha um transtorno mental ou que estivesse em surto psicótico quando praticou o duplo homicídio. A perícia será importante para esclarecer a alegação da defesa.
O exame será realizado por um médico do Centro Psiquiátrico Judiciário, e o laudo deverá ser apresentado inicialmente no prazo de 45 dias.
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