A Anvisa atualizou as normas para suplementos alimentares com cúrcuma, visando proteger a saúde dos consumidores após identificar riscos de danos ao fígado associados ao uso desses produtos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e inclui ajustes nos limites de uso e aprimoramentos nos rótulos.
A atualização foi motivada por um alerta de farmacovigilância emitido em março, que destacou a toxicidade da cúrcuma em medicamentos e suplementos, não afetando o uso culinário. Avaliações internacionais indicaram casos de intoxicação hepática relacionados a produtos com cúrcuma ou curcuminoides.
As novas regras incluem advertências obrigatórias nos rótulos, limites de consumo baseados nos componentes da curcumina e a inclusão de tetraidrocurcuminoides na lista de ingredientes permitidos, com restrições para evitar excessos. A Anvisa continua monitorando o mercado para garantir a segurança dos consumidores.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou, nesta quarta-feira (22/4), as regras para suplementos alimentares com cúrcuma, também conhecida como açafrão.
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Publicada no Diário Oficial da União, a instrução normativa ajusta os limites de uso da substância e aprimora rótulos, para proteger consumidores de riscos à saúde.
Em nota, a Anvisa informou que a atualização foi motivada após a identificação, no cenário do monitoramento pós-mercado, de possível risco de danos ao fígado associado ao uso de suplementos e medicamentos com cúrcuma.
Em março, a agência chegou a publicar um alerta de farmacovigilância, para advertir pessoas que fazem uso dos produtos a respeito dos riscos.
A Anvisa esclareceu, na época, que o risco de toxicidade não está relacionado ao uso da cúrcuma para o preparo de alimentos no dia a dia. O alerta envolvia apenas medicamentos e suplementos, nos quais as concentrações são maiores.
O alerta se baseou em avaliações internacionais que identificaram casos suspeitos de intoxicação hepática em pessoas que utilizaram produtos com cúrcuma ou curcuminoides.
O problema está associado especialmente a formulações e tecnologias que promovem um aumento na absorção da curcumina em níveis muito acima do consumo normal, destacou a Anvisa.
Confira as três principais atualizações
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