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Após liberação para público nos estádios, prefeito do Rio de Janeiro diz que medida será revogada

Extra | 13/01/21 - 09h22
Tania Rego/Agência Brasil

Depois de decreto liberar os estádios Maracanã, São Januário e Nilton Santos para voltar a receber partidas de futebol com público, com restrições, ainda durante a pandemia do Covid, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, publicou uma postagem em seus perfis em redes sociais dizendo que a medida será revogada.

"A decisão de liberar os estádios com uma ocupação mínima de 1/10 está correta tecnicamente de acordo com nossa secretaria de saúde. No entanto, obviamente trata-se de medida quase impossível de ser ficalizada. A medida será revogada", diz o texto de Paes.

Pontos turísticos da capital, bem como boates, também passarão a ter novas regras de funcionamento. As medidas — válidas apenas no município — foram acertadas na noite desta terça-feira, dia 12, numa reunião entre os secretários de Saúde do estado, Carlos Alberto Chaves, e da cidade do Rio, Daniel Soranz. As medidas seguem a classificação que a Prefeitura​ do Rio passou a adotar na semana passada, dividindo o risco de contaminação em moderado, alto e muito alto.

Quase todos os setores estão autorizados a funcionar no caso da classificação de risco muito alto. Mas há exceções, como os estádios de futebol e as boates. Nesta quarta-feira, dia 13, o prefeito Eduardo Paes deve dar mais detalhes sobre as novas regras, numa reunião com empresários​ no Centro do Rio. Vários pontos terão que ser esclarecidos nesta quarta-feira. A resolução não é explícita, por exemplo, em relação ao funcionamento​ de escolas públicas. A prefeitura ainda precisará explicar qual regra valerá para as atividades em áreas limítrofes a regiões classificadas como de alto​ ou muito alto risco de contágio. O município também não detalhou os parâmetros epidemiológicos de cada classificação.

Em junho de 2020, o ex-prefeito Marcelo Crivella chegou a liberar público nos estádios de futebol. Em setembro, o governo do estado também chegou a autorizar partidas com torcedores, mas voltou atrás. No entanto, caberá aos clubes e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a decisão final sobre o tema.