Banana, aveia e outros alimentos podem ajudar a aliviar os sintomas da gastrite autoimune

Por causa da doença, é importante priorizar alimentos de fácil digestão e evitar aqueles que possam irritar o estômago

Publicado em 18/08/2026, às 15h30
A alimentação exerce um papel importante no controle dos sintomas da gastrite autoimune (Imagem: Orawan Pattarawimonchai | Shutterstock)
A alimentação exerce um papel importante no controle dos sintomas da gastrite autoimune (Imagem: Orawan Pattarawimonchai | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

Dor ou queimação no estômago, sensação de estufamento, náuseas e desconforto após as refeições costumam ser associados à gastrite. No entanto, nem toda gastrite tem a mesma origem. Enquanto a forma mais comum está relacionada à infecção pela bactéria Helicobacter pylori, ao uso prolongado de medicamentos anti-inflamatórios ou a hábitos alimentares inadequados, a gastrite autoimune ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca as células da mucosa do estômago. 

Embora a alimentação não trate a doença, uma dieta equilibrada pode ajudar a minimizar os sintomas e contribuir para uma melhor qualidade de vida. Segundo Priscila Bernardes, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, o cardápio deve priorizar alimentos de fácil digestão e evitar aqueles que possam irritar o estômago ou piorar os sintomas.

“A alimentação não substitui o tratamento médico, mas exerce um papel importante no controle dos sintomas. A escolha dos alimentos pode ajudar a reduzir o desconforto gástrico, principalmente quando leva em consideração a tolerância individual e conta com acompanhamento nutricional”, explica. 

A seguir, confira alguns alimentos que podem fazer parte da rotina de quem convive com a gastrite autoimune.

1. Banana

A banana possui textura macia e é considerada um alimento de fácil digestão. Além disso, contém fibras solúveis, que ajudam no funcionamento intestinal e tendem a causar menos irritação ao estômago.

2. Aveia

Rica em fibras solúveis, especialmente betaglucanas, a aveia contribui para o bom funcionamento do sistema digestivo e pode favorecer uma sensação prolongada de saciedade. O ideal é consumi-la sem excesso de açúcar ou acompanhamentos muito gordurosos.

3. Legumes cozidos

Abobrinha, chuchu, cenoura, mandioquinha e abóbora costumam ser bem tolerados porque apresentam textura mais macia após o cozimento e exigem menor esforço digestivo. “Preparações cozidas, assadas ou no vapor costumam ser melhor aceitas pelo estômago do que alimentos fritos ou muito condimentados”, orienta a especialista.

4. Carnes magras

Frango sem pele, peixes e cortes magros de carne bovina fornecem proteínas importantes para o organismo e podem ser opções bem toleradas quando preparados de forma simples e com pouca gordura.

Recipiente de madeira com iogurte branco em cima de uma mesa com pano rosa-claro
Os iogurtes naturais podem fazer parte da dieta de quem tem gastrite autoimune, desde que sejam bem tolerados (Imagem: DONOT6_STUDIO | Shutterstock)

5. Iogurtes naturais e alimentos fermentados

Quando bem tolerados, iogurtes naturais podem fazer parte da alimentação e são fontes de proteínas e cálcio. A tolerância, porém, pode variar de pessoa para pessoa e deve ser acompanhada por um profissional.

6. Mamão

Além de ser uma fruta de fácil digestão, o mamão contém fibras e bastante água, favorecendo o funcionamento do trato gastrointestinal.

7. Água

Embora não seja um alimento, manter uma boa hidratação é essencial para o funcionamento do organismo e pode contribuir para o bem-estar digestivo.

O acompanhamento com um profissional é sempre importante

Apesar das recomendações, Priscila Bernardes ressalta que as necessidades nutricionais variam de acordo com cada organismo, tornando a individualização do plano alimentar um fator importante para alcançar resultados de forma adequada.

“Não existe uma dieta única para todos os pacientes. Cada organismo responde de maneira diferente; por isso, é importante observar a tolerância individual e contar com o acompanhamento de um nutricionista para elaborar um plano alimentar adequado às necessidades de cada pessoa”, finaliza.

Por Luana Figueiredo

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