Brasileiro descobre 1ª nova espécie de felino em mais de 100 anos

Publicado em 17/09/2026, às 16h08
Ilustração: Pexels
Ilustração: Pexels

Por g1

Uma nova espécie de felino selvagem que vive nas florestas montanhosas da Bolívia foi descoberta por um pesquisador brasileiro. Essa é a primeira nova espécie de felino atual, ou seja, não fóssil, descrita pela ciência em mais de 100 anos.

A equipe responsável pela pesquisa é liderada pelo professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Eduardo Eizirik.

O animal foi batizado de Leopardus tilcayo. No mesmo estudo, os pesquisadores identificaram ainda uma nova subespécie de felino que vive nas Yungas do Peru, denominada Leopardus tigrinus antisuyo.

Apesar do nome parecido, os dois novos felinos não são os parentes mais próximos um do outro, mas sim duas partes diferentes de uma complexa árvore genealógica de gatos selvagens sul-americanos.

Publicada na revista científica Current Biology, a descoberta também apresenta mudança importante na compreensão da diversidade de um grupo de gatos-do-mato.

São animais que apresentam aparência muito semelhante, mas são geneticamente diferentes e seguem histórias evolutivas independentes há centenas de milhares ou até milhões de anos. Essa semelhança visual fez com que diferentes espécies fossem, durante muito tempo, confundidas e classificadas como uma só", afirma o professor.

O Leopardus tilcayo foi descoberto após um filhote ser encontrado por um morador local em 2016, na região de Nor Yungas, na Bolívia, e levado para o refúgio de animais La Senda Verde. A análise genética revelou que ele não pertencia à espécie que se imaginava, a Leopardus tigrinus. e sim a uma linhagem evolutivamente distinta e até então desconhecida.

"Este é um estudo que evidencia o quanto ainda há para se descobrir sobre a biodiversidade do planeta. Mesmo entre animais carismáticos e conhecidos como os felinos, espécies podem permanecer desconhecidas durante séculos", diz Eizirik.

Os pesquisadores destacam que a descoberta tem consequências diretas para a conservação desses animais, que enfrentam ameaças como perda de habitat, caça e doenças transmitidas por animais domésticos.

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