Polícia

Briga em UPA entre servidora e paciente que sofreu aborto termina na delegacia

TNH1 | 19/06/24 - 08h50
Crédito: Arquivo

Uma paciente e uma servidora pública foram parar na delegacia após se desentenderem na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Universitária, em Maceió (AL). O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira (19).

O que aconteceu:

  • Segundo o esposo da paciente, a discussão teria iniciado pela demora no atendimento. O casal chegou à UPA por volta das 23h após a mulher ter sofrido um aborto;
  • O homem afirmou ao repórter Hélio Góes, da Rádio Pajuçara FM, que não tinha nenhum médico de plantão - apenas um na área vermelha;
  • O esposo relata que, às 4h30, a esposa foi contestar a servidora por conta da demora e que teria recebido uma resposta "atravessada" da profissional. “A gente ficou mais de cinco horas esperando. Quando foi contestar, a servidora olhou e falou: ‘por mim, vocês podem morrer aí que a gente não vai fazer nada’”, contou o marido;
  • Depois da resposta, a paciente teria partido para cima dela. “Aí, a minha esposa, como estava estressada, [já] que perdeu o filho da gente ontem, foi para cima dela”;
  • O esposo revelou que a mulher teria empurrado e xingado a servidora, que chamou a polícia;
  • Ainda segundo o esposo, eles não eram os únicos que reclamaram da demora do atendimento e da falta de médico. “Já tinham outros casos com pessoas e pacientes que estavam quase morrendo mesmo e não tinha nenhum médico”;
  • A polícia foi até a UPA e levou o casal e a servidora para a Central de Flagrantes. Após a ocorrência, a profissional precisou ir até o Instituto Médico Legal para fazer exame de corpo delito;
  • O TNH1 não conseguiu contato com a defesa da servidora, mas deixa o espaço aberto para eventual manifestação;

A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), responsável pela administração da UPA Cidade Universitária. Em nota, a Sesau informou que a paciente teria ficado inconformada ao receber a informação de que o atendimento ocorre mediante classificação de risco. Ainda segundo a secretaria, ela deve responder por agressão física e desacato a funcionário público. Leia abaixo:

A Direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Cidade Universitária, situada em Maceió, esclarece que, durante a madrugada desta quarta-feira (19), uma servidora da área administrativa foi agredida fisicamente por uma usuária, inconformada ao receber a informação de que o atendimento ocorre mediante classificação de risco, onde os pacientes em estado clínico mais grave têm prioridade para receber assistência.

Diante do ocorrido, a Direção da UPA Cidade Universitária acionou a Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), que enviou uma guarnição até o local e encaminhou a agressora e a vítima a Central de Flagrantes, onde foi lavrado Boletim de Ocorrência por agressão física e desacato a funcionário público no exercício da função ou em razão dela.