Alagoas

Cão enterrado vivo Barra de São Miguel segue internado em estado grave

TNH1 | 09/01/19 - 06h33 - Atualizado em 09/01/19 - 07h12
Dogão foi o nome dado pelos voluntários do Projeto Acolher | Cortesia ao TNH1

O cachorro da raça rottweiler que foi encontrado ontem (8) enterrado vivo, na Barra de São Miguel, Litoral Sul de Alagoas, segue internado em estado grave, após ser resgatado por uma ONG que acolhe animais vítimas de maus-tratos. A informação foi confirmada ao TNH1 na manhã desta quarta-feira (9).

De acordo com Naíne Teles, responsável pelo Projeto Acolher, “Dogão” realizará exames e necessita de cuidados especiais, já apresenta cinomose, uma doença degenerativa e contagiosa. Ainda não se sabe quem colocou o cão dentro da cova e a quem pertencia o animal.

O cachorro foi encontrado depois que moradores da Barra ouviram o choro dele. Ele tem cerca de dez anos e estava com uma corda amarrada em uma das patas. "A suspeita é de que o animal estaria com dificuldades de andar e, por conta de ser idoso, foi deixado para trás também por isso", disse Teles.

No mês passado, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que aumenta pena em casos de maus-tratos contra animais para até quatro anos de prisão, com multas que podem variar de um a mil salários mínimos.

O texto estabelece ainda que a pena seja acrescida de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal ou quando forem constatados atos de zoofilia (ato sexual entre seres humanos com animais).