Cardiopatia congênita: entenda a condição que afeta cerca de 500 crianças por ano em AL

Publicado em 01/07/2026, às 11h19
Neide Brandão/Ascom Hospital do Coração Alagoano
Neide Brandão/Ascom Hospital do Coração Alagoano

Por Secom Alagoas

A cardiopatia congênita, uma malformação cardíaca presente ao nascimento, afeta cerca de 10 em cada mil crianças, com 70% necessitando de intervenção nos primeiros meses de vida, segundo o cardiologista José Leitão do Hospital do Coração Alagoano.

Em Alagoas, estima-se que 500 crianças nasçam anualmente com essa condição, sendo que aproximadamente 360 requerem tratamento especializado logo após o nascimento, destacando a importância do diagnóstico precoce.

O Serviço Estadual de Cardiopediatria, implantado há um ano pela Secretaria de Estado da Saúde, oferece atendimento especializado e humanizado, com uma equipe multiprofissional, visando garantir a melhor assistência desde o diagnóstico até o tratamento.

Resumo gerado por IA

A cardiopatia congênita é uma alteração na estrutura do coração que se desenvolve ainda durante a formação do bebê, na vida intrauterina. Por isso, a criança já nasce com essa condição, que pode variar desde casos mais simples até situações que exigem tratamento ou cirurgia logo nos primeiros meses de vida, conforme explica o cardiologista José Leitão, que atua no Hospital do Coração Alagoano, em Maceió.

Segundo José Leitão, que também coordena o Serviço Estadual de Cardiopediatria, que funciona no Hospital do Coração Alagoano, a cardiopatia congênita está entre as malformações mais frequentes na infância. “De cada mil crianças nascidas vivas, cerca de 10 apresentam algum tipo de cardiopatia congênita. Dessas, aproximadamente 70% precisarão de alguma intervenção ainda no primeiro ano de vida”, explica o especialista.

Em Alagoas, a estimativa é de que quase 500 crianças nascem anualmente com algum problema cardíaco congênito. Entre elas, cerca de 360 necessitam de tratamento especializado logo nos primeiros meses de vida, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso a um atendimento qualificado.

Exemplo

Para a dona de casa Joelma Correia, de 49 anos, mãe de Kauã Vinícius Martins, de 14 anos, o atendimento especializado tem sido essencial no tratamento do filho. Kauã tem Síndrome de Down e nasceu com cardiopatia congênita que exigiu cirurgia e acompanhamento do Serviço Estadual de Cardiopediatria, no Hospital do Coração Alagoano.

“O Kauã vinha sentindo muito cansaço. Qualquer esforço já o deixa sem fôlego e isso nos preocupava bastante. Saber que ele é acompanhado por uma equipe preparada nos dá tranquilidade e esperança”, salientou Joelma Correia.

Serviço Estadual de Cardiopediatria

Há pouco mais de um ano, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) implantou o Serviço Estadual de Cardiopediatria, que funciona no Hospital do Coração Alagoano. Com isso, as crianças alagoanas cardiopatas recebem assistência especializada em uma estrutura que reúne equipe multiprofissional e tecnologia de ponta para garantir um atendimento seguro, humanizado e de alta complexidade.

“O nosso objetivo é oferecer aos alagoanos a melhor assistência possível, com uma equipe preparada e toda a estrutura necessária para cuidar dessas crianças desde o diagnóstico até o tratamento”, destaca o médico cardiologista José Leitão.

O especialista enfatiza que o acompanhamento médico durante a gestação, a realização adequada do pré-natal e a avaliação do

recém-nascido são fundamentais para identificar precocemente possíveis alterações cardíacas. A assistência qualificada também aumenta as chances de sucesso no tratamento.

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