A Polícia Federal realiza uma operação de busca e apreensão na residência do advogado Nelson Willians, no contexto da Operação Arena, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado a jogos de azar e apostas esportivas. Esta é a segunda ação contra Willians em um mês, após uma operação anterior sobre créditos de ICMS fraudulentos.
A investigação foca na empresa PixBet, que patrocinou clubes de futebol, e em uma transferência suspeita para a PixStar, uma empresa fantasma localizada na ilha de Curação. A Polícia Federal identificou pagamentos entre as duas empresas, e Willians é advogado da PixBet em um processo na Justiça Federal.
Os agentes estão cumprindo 17 mandados de busca e apreensão, além de medidas de quebra de sigilo e sequestro de até R$ 1,1 bilhão em diversos estados. A operação apura crimes como evasão de dívidas e lavagem de dinheiro, com evidências apresentadas pela Receita Federal sobre o funcionamento do esquema.
A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na casa do advogado Nelson Willians no âmbito da Operação Arena, deflagrada na manhã desta quinta-feira (13) e autorizada pela 4ª Vara Federal da Paraíba.
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Esta é a segunda operação mirando o advogado no último mês. Em julho, Willians foi alvo de uma operação voltada a desarticular uma organização suspeita de comercializar créditos de ICMS fraudulentos.
Os investigadores miram grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas.
Segundo a investigação, o principal alvo da operação é a empresa PixBet, antiga patrocinadora de times de futebol como Flamengo, Santos e Vasco. Um ponto crítico é uma transferência suspeita envolvendo a PixStar, empresa fantasma com sede na ilha de Curação, no Caribe.
A Polícia Federal identificou pagamentos entre as duas companhias. Além disso, o Nelson Wilians consta como advogado da PixBet em uma ação civil na Justiça Federal da Paraíba.
Os agentes cumprem 17 mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telemático e bancário e sequestro de até R$ 1,1 bilhão nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná.
A operação investiga os crimes de evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional. Um gráfico elaborado pela Receita Federal evidencia como funciona o suposto esquema investigado.
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