Caso Cláudia Pollyanne: audiência é adiada após ausência de réus presos

Publicado em 29/10/2026, às 11h30
Cláudia morreu em 9 de agosto de 2025, após passar pela comunidade terapêutica Luz e Vida, em Marechal Deodoro. - Foto: Reprodução
Cláudia morreu em 9 de agosto de 2025, após passar pela comunidade terapêutica Luz e Vida, em Marechal Deodoro. - Foto: Reprodução

Por Assessoria

A audiência de instrução sobre a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna foi remarcada para 4 de dezembro após ser suspensa devido à ausência dos réus, que estão presos. A falta de recursos para a participação por videoconferência contribuiu para a interrupção da sessão.

Cláudia faleceu em 9 de agosto de 2025, e o laudo cadavérico indicou insuficiência respiratória aguda, traumatismos cranianos e intoxicação medicamentosa, com substâncias como carbamazepina em níveis tóxicos. A perícia também encontrou vestígios de sangue na clínica onde ela estava internada, levantando suspeitas sobre as circunstâncias de sua morte.

Os réus, Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, estão presos preventivamente e enfrentam outras acusações de crimes graves contra os acolhidos na comunidade terapêutica. O Ministério Público de Alagoas segue com a investigação, e novas testemunhas serão ouvidas na próxima audiência.

Resumo gerado por IA
A audiência de instrução do processo que apura a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna foi remarcada para 4 de dezembro. A sessão chegou a ser aberta nesta quinta-feira (29) pela juíza Fabíola Melo Feijão, mas acabou suspensa após a ausência dos réus, que estão presos por determinação judicial.
A informação extraoficial é de que não havia recursos disponíveis naquele momento para viabilizar a participação dos acusados por videoconferência. A Justiça determinou que as testemunhas sejam ouvidas presencialmente.
O Ministério Público de Alagoas é representado pelo promotor de Justiça Adriano Jorge. O advogado Napoleão Lima Júnior atua como assistente de acusação.
Cláudia morreu em 9 de agosto de 2025, após passar pela comunidade terapêutica Luz e Vida, em Marechal Deodoro. O laudo cadavérico apontou insuficiência respiratória aguda, associada a traumatismos cranianos e intoxicação medicamentosa. O exame também identificou múltiplas lesões traumáticas em diferentes fases de evolução.
Os exames toxicológicos detectaram diversas substâncias medicamentosas no organismo da esteticista, incluindo carbamazepina em concentração superior ao nível de referência tóxica. Os resultados integram o conjunto de provas reunidas para esclarecer as circunstâncias da morte.
A perícia também utilizou luminol para procurar vestígios de sangue no imóvel, inclusive em locais que poderiam ter sido limpos. O procedimento identificou reações positivas em pisos e paredes de diferentes cômodos da clínica, incluindo áreas dos alojamentos masculino e feminino. Amostras foram coletadas para exames de DNA, a fim de verificar a origem do material encontrado.
Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, ligados donos da comunidade terapêutica, estão presos preventivamente por determinação judicial. Eles também respondem a outro processo relacionado a denúncias de estupro, tortura e outros crimes contra pessoas acolhidas na instituição.

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