Ministério Público de SP pede condenação do influenciador Renato Cariani

Publicado em 28/10/2026, às 17h12
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por CNN Brasil

O Ministério Público de São Paulo solicitou a condenação do influenciador Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, após a Justiça aceitar a denúncia relacionada à Operação Heinsberg, que revelou um esquema de fornecimento de insumos químicos para o tráfico.

A investigação, que durou de 2014 a 2020, identificou que a empresa de Cariani emitiu notas fiscais fraudulentas, simulando vendas para farmacêuticas, como a AstraZeneca, que negou qualquer relação comercial com a empresa.

Além de Cariani, quatro outras pessoas também são réus no processo, e os advogados têm um prazo de 30 dias para apresentar suas alegações finais, enquanto a defesa do influenciador ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Resumo gerado por IA

O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do influenciador Renato Cariani, por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Como o MPSP já entregou as alegações finais, agora os advogados dos réus devem ser avisados para fazer o mesmo, e todos eles têm o prazo de 30 dias para entregar.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa do influenciador para mais informações. O espaço segue aberto.

Relembre o caso

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual e Cariani é réu em um processo em que é acusado de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.

A ação é decorrente da Operação Heinsberg, desencadeada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado, que revelou que a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, que tem Cariani e a empresária Roseli Dorth como sócios, teria fornecido insumos químicos para o tráfico de drogas e dissimulado as vendas em notas fiscais.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), além de Cariani, outras quatro pessoas também responderão à Justiça pelos mesmos crimes.

A denúncia revelou um esquema que funcionou entre 2014 e 2020, no qual a empresa do influenciador emitiu notas fiscais fraudulentas simulando a venda de insumos para farmacêuticas, entre elas a AstraZeneca.

Durante a investigação, a AstraZeneca informou que jamais comprou os produtos da empresa do influencer, o que alertou os investigadores sobre a possibilidade de fraude.

A partir dos comunicados, a polícia desvendou a trama que contava com “laranjas” que realizavam depósitos em espécie para os fornecedores, como se fossem funcionários das farmacêuticas.

A cadeia de fornecimento envolvia traficantes que desviavam os insumos para a refino e adulteração de cocaína e crack.

A investigação apontou sessenta transações dissimuladas vinculadas a atuação do bando que teria desviado doze toneladas de produtos químicos, entre eles: fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila. A estimativa é que com os produtos desviados poderiam ser fabricadas mais de quinze toneladas de cocaína e crack.

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