Caso Cláudia Pollyanne: Justiça mantém audiência de instrução para esta quinta-feira (29)

Publicado em 28/10/2026, às 17h22 - Atualizado às 17h23
Maurício Anchieta de Souza foi indiciado pelo crime de homicídio doloso - Foto: TV PAJUÇARA
Maurício Anchieta de Souza foi indiciado pelo crime de homicídio doloso - Foto: TV PAJUÇARA

Por Theo Chaves

A Justiça de Alagoas realizará nesta quinta-feira, 29, a audiência de instrução sobre a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, ocorrida em agosto de 2025 em uma clínica de reabilitação, com os proprietários do local respondendo por tortura e estupro.

Cláudia foi encontrada com hematomas e sinais de violência, levando a família a registrar um boletim de ocorrência após a constatação de que ela já estava morta há horas, segundo um médico da UPA.

Durante a audiência, testemunhas da acusação e defesa serão ouvidas, algumas de forma remota, enquanto a clínica onde Cláudia estava internada foi interditada após novas denúncias de abusos sexuais contra outra paciente.

Resumo gerado por IA

A Justiça de Alagoas manteve para esta quinta-feira, 29, a audiência de instrução do processo que apura a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, de 41 anos. Ela morreu em agosto de 2025, em uma clínica de reabilitação localizada em Marechal Deodoro. A sessão será realizada na 2ª Vara Cível e Criminal do município.

Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, proprietários do centro de reabilitação para dependentes químicos onde a esteticista estava internada, são réus pelo crime. Os dois respondem por tortura, estupro e exercício ilegal da medicina. O casal está preso preventivamente.

Durante a audiência, a Justiça deve colher os depoimentos das testemunhas apresentadas pela acusação e pela defesa. Algumas testemunhas devem prestar depoimento de forma remota.


RELEMBRE O CASO

Cláudia Pollyane morreu no dia 9 de agosto, em uma clínica de reabilitação localizada em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. A família registrou boletim de ocorrência após ser informada, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, que o corpo apresentava hematomas e sinais de violência, incluindo olho roxo.

Cláudia Pollyanne Farias de Santana tinha 41 anos

O proprietário da clínica relatou à polícia que a paciente teria entrado em surto de abstinência, sido medicada e ido dormir, sendo encontrada sem vida na manhã seguinte. Segundo o relato familiar, um médico da UPA informou que ela já estava morta havia pelo menos quatro horas.

Após a repercussão do caso, novas denúncias surgiram. Uma adolescente de 16 anos, também paciente da clínica, foi resgatada e relatou ter sofrido abusos sexuais praticados pelo dono do estabelecimento.

Após as denúncias e a confirmação das irregularidades, a clínica foi interditada pelas autoridades.

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