O júri do ex-policial militar Marcos Maurício Francisco dos Santos, acusado de envolvimento na morte do empresário Kleber Malaquias, que estava marcado para começar nesta segunda-feira (20), foi suspenso após a concessão de uma liminar à defesa do réu.
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De acordo com o promotor de Justiça Thiago Riff, a defesa impetrou um habeas corpus no sábado (18), durante o plantão judiciário, e obteve uma liminar no início da tarde desta segunda-feira (20), que suspendeu a realização do julgamento.
Segundo o promotor, a defesa sustenta que uma das provas que o Ministério Público pretendia apresentar ao Conselho de Sentença não poderia ser levada ao plenário. O MP já recorreu.
Entendemos de forma diversa. Vamos argumentar no recurso e nas vias adequadas. As provas devem ser trazidas ao Conselho de Sentença. São provas cabais, robustas, no sentido de que o réu deve ser condenado", afirmou Thiago Riff, em entrevista à TV Pajuçara.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Marcos Maurício Francisco dos Santos. O espaço permanece aberto.
Kleber Malaquias foi assassinado a tiros quando estava em um bar. De acordo com a denúncia, o ex-policial ficou encarregado de monitorar o empresário no dia do crime, passando informações aos executores.
Consta nos autos ainda que Kleber Malaquias era alvo de ameaças devido às denúncias que fazia contra políticos e autoridades.
A polícia chegou ao réu e a outros envolvidos por meio da quebra de sigilos telefônicos. Em interrogatório, Marcos Maurício negou participação na morte do empresário.
O réu foi pronunciado em outubro de 2023 e será julgado por homicídio duplamente qualificado.
Os réus Fredson José dos Santos, Marcelo José Souza da Silva, Edinaldo Estevão de Lima e José Mário de Lima Silva, acusados do assassinato do ativista político Kleber Malaquias, foram condenados pelo Tribunal do Júri após dois dias de julgamento em Maceió. A decisão saiu no fim da noite do dia 18 de fevereiro de 2025.
O júri ouviu nove testemunhas, entre elas a mãe do ativista político e o delegado Lucimério Campos, que estava como investigador do caso antes de ser afastado. O secretário executivo de Gestão Interna da Segurança Pública, delegado José Carlos André dos Santos, também prestou depoimento.
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