Ex-PM acusado de participação na morte de Kleber Malaquias vai a júri dia 20

Publicado em 13/07/2026, às 16h41
Kleber Malaquias foi morto em julho de 2020 - Reprodução / Facebook
Kleber Malaquias foi morto em julho de 2020 - Reprodução / Facebook

Por TNH1 com ascom MPAL

Na próxima segunda-feira, o ex-policial militar Marcos Maurício Francisco dos Santos será julgado pelo homicídio do empresário e ativista social Kleber Malaquias, assassinado em 2020, em um caso que gerou grande repercussão em Alagoas devido ao seu contexto político.

Seis pessoas foram acusadas no caso, com quatro já condenadas, incluindo o executor dos disparos e outros policiais, em um crime que, segundo o Ministério Público, foi planejado e motivado por denúncias de corrupção feitas pela vítima.

O julgamento de Marcos Maurício representa uma etapa importante na resposta do sistema de justiça ao crime, enquanto o processo de outro réu permanece em segredo de Justiça, com o MPAL comprometido em garantir um julgamento justo e legal.

Resumo gerado por IA

Na próxima segunda-feira (20), o ex-policial militar Marcos Maurício Francisco dos Santos será submetido ao Conselho de Sentença como réu pelo homicídio do empresário e ativista social Kleber Malaquias. O crime de grande repercussão ocorreu no dia 15 de julho de 2020, no município de Rio Largo, região Metropolitana de Maceió. A sessão será realizada no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, em Maceió, com previsão para iniciar às 8h.

Dos seis envolvidos, já foram condenados o ex-policial militar Fredson José dos Santos, apontado como executor dos disparos, os então policiais miitares da ativa Marcelo Souza e José Mário de Lima Silva, além de Edinaldo Estevão de Lima . 

"Todos os réus foram denunciados pelo Ministério Público após conclusão da investigação que revelou ter sido a ação um crime de mando praticado em contexto político, decorrente da intensa atuação pública da vítima na divulgação de denúncias envolvendo agentes públicos em supostos esquemas de corrupção e organizações criminosas", citou o MP.

Segundo a acusação, o delito foi previamente planejado e executado mediante divisão de tarefas entre os envolvidos, tendo sido praticado mediante promessa de recompensa e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Conforme a Denúncia, Marcos Maurício teve papel relevante na empreitada criminosa, integrando o núcleo responsável pelo monitoramento da vítima e pelo repasse de informações aos executores, possibilitando a concretização do plano delitivo.

A reportagem não obteve contato com a defesa de Marcos, mas deixa o espaço aberto para o caso de pronunciamento. 


O caso

Kleber Malaquias foi assassinado com dois tiros no dia de seu aniversário, em 15 de julho de 2020, dentro de um bar, na Mata do Rolo, em Rio Largo. A vítima era conhecida por fazer diversas denúncias contra políticos e por fornecer informações ligadas a essas mesmas denúncias à polícia e ao MPAL.

A execução de Kleber Malaquias é considerado, de acordo com o Ministério Público, um dos processos criminais de maior repercussão do estado de Alagoas, tanto pela complexidade das investigações quanto pelo contexto em que os fatos ocorreram. Ao longo da persecução penal foram realizadas diversas diligências, incluindo análises de dados telefônicos, telemáticos e financeiros, além da produção de provas técnicas que resultaram no oferecimento de denúncias em desdobramentos relacionados ao caso.

As decisões proferidas nesses julgamentos seguem submetidas aos recursos previstos na legislação processual penal.

A sessão da próxima segunda-feira encerra a apreciação, pelo Tribunal do Júri, dos acusados pronunciados neste processo, representando mais uma etapa da resposta institucional do sistema de justiça a um caso que marcou a história recente de Alagoas pela gravidade dos fatos e pela elevada repercussão social.

Em relação ao réu e policial civil Eudson Matos, o MPAL ressalta que o processo segue em segredo de Justiça por determinação do Tribunal de Justiça de Alagoas.

O Ministério Público reafirma seu compromisso com a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e da efetiva prestação jurisdicional, atuando para que o julgamento transcorra com observância do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e das garantias constitucionais, cabendo ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade penal do acusado com base nas provas produzidas nos autos.

Gostou? Compartilhe