Cientistas criam anticoncepcional masculino; entenda como funciona

Publicado em 27/10/2026, às 09h04
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Por CNN Brasil

Pesquisadores da Universidade de Cornell desenvolveram uma pílula anticoncepcional masculina que deve ser tomada 30 minutos antes da relação sexual, oferecendo proteção temporária contra a gravidez por seis a oito horas.

Financiada com US$ 8,2 milhões pelo NICHD, a pesquisa utiliza inibidores da enzima adenilato ciclase solúvel, mostrando eficácia em camundongos, onde os espermatozoides ficam paralisados após o uso do medicamento.

O remédio entrará na fase 1 de testes em humanos, com a expectativa de avançar para a fase 2 se os resultados forem positivos, enquanto atualmente não há anticoncepcional masculino aprovado pelo FDA nos EUA.

Resumo gerado por IA

Pesquisadores do Weill Cornell Medicine, da Universidade de Cornell em Nova York, desenvolveram uma pílula anticoncepcional masculina para ser usada antes das relações sexuais.

O remédio precisa ser tomado 30 minutos antes e oferece proteção entre seis e oito horas. Após esse prazo, o fármaco perde a ação e a função reprodutiva é retomada normalmente.

A pesquisa recebeu US$ 8,2 milhões para financiamento do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD). O medicamento será testado em humanos e não contém hormônios.

“Pílula das preliminares”

O remédio é diferente dos modelos femininos que impedem a fertilidade com o uso de hormônios e geram efeitos colaterais, muitas vezes severos.

O estudo usa como base os inibidores para uma enzima chamada adenilato ciclase solúvel (sAC). A substância foi utilizada em camundongos e constatou-se que os espermatozoides não conseguem nadar e ficam paralisados instantaneamente após o uso do remédio. Espera-se o mesmo resultado em gametas humanos.

Na prática, os cientistas criaram uma molécula altamente pegajosa e com capacidade de se fixar no alvo por horas, mesmo após a ejaculação no sistema reprodutor feminino. A pílula oferece uma janela de proteção contra a gravidez de seis a oito horas e, depois disso, a fertilidade retorna ao normal, disse Jochen Buck, um dos coordenadores do estudo.

O remédio entrará na fase 1 de estudos. Homens saudáveis tomarão placebo, que é uma substância inerte e sem princípio ativo, ou a substância em análise. Os resultados serão analisados e comparados e, se forem positivos, será permitido o avanço para a fase 2, onde o grupo de homens pesquisados é maior.

Atualmente, o FDA (Food and Drug Administration), órgão equivalente à Anvisa nos EUA, não tem um anticoncepcional masculino aprovado para a venda. Outros fármacos estão em fase de pesquisa, como no formato de comprimido diário, injeções com efeito de longa duração e gel.

O estudo sobre a contracepção masculina sob demanda, feito na Universidade de Cornell, revela que cerca de 50% dos homens americanos e 75% no restante do planeta usariam um método contraceptivo masculino.

Os entrevistados também afirmaram que a opção reversível e com efeito de curto prazo torna a alternativa mais interessante, pois serve como uma ferramenta de controle de natalidade, mas não impede a reprodução de forma definitiva.

Preservativo

O Ministério da Saúde recomenda o uso de preservativo nas relações sexuais não apenas com a finalidade de evitar filhos, mas também para prevenir infecções sexualmente transmissíveis como o HIV, HPV, sífilis, hepatites e gonorreia.

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