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Colômbia redobra segurança em posse após suposto ataque a Maduro

07/08/18 - 13h20 - Atualizado em 07/08/18 - 13h29
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O suposto atentado contra o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, no último sábado (4) e sua insistência em culpar a Colômbia pelo episódio fez com que a segurança em torno do Congresso e da Casa de Nariño, residência do governo colombiano, fosse reforçada horas antes da posse do novo presidente, Iván Duque.

Desde a noite de segunda-feira (6), quando Juan Manuel Santos reuniu mandatários convidados para um jantar de despedida, a cidade já se encontrava com vários bloqueios e forte presença de soldados armados nas ruas.

Esta terça-feira (7) já amanheceu com as vias do centro bloqueadas num raio de várias ruas e é preciso caminhar muitas quadras para atravessar os diversos cordões de segurança até chegar na praça onde ocorrerá a transmissão de mandato.

Participam da cerimônia dez chefes de Estado e delegações de 17 países. Entre os presentes na posse do presidente mais jovem da história recente da Colômbia estão Enrique Peña Nieto (México), Sebastián Piñera (Chile), Lenín Moreno (Equador), Mauricio Macri (Argentina), Juan Carlos Varela (Panamá) e Evo Morales (Bolívia).

O Brasil enviou o chanceler Aloysio Nunes como representante do governo.
A cerimônia terá início às 13h locais (15h em Brasília) com a chegada de Duque, sua mulher, María Juliana, e seus três filhos, Luciana, Eloísa e Matías ao Congresso. Haverá discursos e a entrega da faixa.

A festa segue com a chegada do novo presidente para uma saudação na praça de Bolívar para mais de 3.000 convidados, entre os quais estarão os congressistas do partido da Farc, ex-guerrilha desmobilizada no final de 2016.

O término do evento está previsto para as 16h (18h de Brasília), quando Duque e sua família serão recebidos na porta da Casa de Nariño, sua nova casa, pela família do presidente que deixa o cargo, Juan Manuel Santos.