Comandante diz que Irã matará um militar americano para cada iraniano morto

Publicado em 24/07/2026, às 15h36
Imagem de São Paulo (SP), 10/07/2026: quatro meses após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, durante um ataque em Teerã atribuído por participantes a Israel e aos Estados Unidos, a comunidade islâmica no Bras - Thenews2 / Folhapress
Imagem de São Paulo (SP), 10/07/2026: quatro meses após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, durante um ataque em Teerã atribuído por participantes a Israel e aos Estados Unidos, a comunidade islâmica no Bras - Thenews2 / Folhapress

Por Folhapress

O Irã anunciou uma política de retaliação, prometendo matar soldados americanos em resposta à morte de cidadãos iranianos, conforme declarado pelo porta-voz militar Ibrahim Al-Fiqar. Essa ameaça intensifica a tensão entre os dois países, já marcada por um aumento significativo de baixas em ambos os lados desde o início dos conflitos.

Desde fevereiro, pelo menos 18 militares americanos foram mortos, enquanto o Irã contabiliza 3.600 mortos e 26.000 feridos. A escalada do conflito é evidenciada por ataques contínuos das forças dos EUA contra alvos no Irã, com o Comando Central dos EUA relatando 13 dias consecutivos de ofensivas.

O presidente Donald Trump indicou que responderá a cada morte americana, enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã reafirmou a política de retaliação do país, resumindo-a na frase 'olho por olho'. A situação permanece tensa, com a possibilidade de um ataque massivo dos EUA sendo considerada.

Resumo gerado por IA

O porta-voz do comando militar do Irã, Ibrahim Al-Fiqar, afirmou nesta sexta-feira (24) que o país vai passar a retaliar a morte de cada um dos seus cidadãos matando soldados norte-americanos.

Comando militar preparou "passagens para o inferno" para os soldados americanos, afirmou o porta-voz. A ameaça foi publicada nas redes sociais de Ibrahim Al-Fiqar.

"A partir de agora, para cada cidadão iraniano morto, um soldado americano vai ser morto. Preparamos passagens para o inferno para vocês", disse Ibrahim Al-Fiqar, porta-voz militar do Irã.

Ao menos 18 militares americanos já morreram desde o início dos conflitos, em fevereiro. Quatro deles foram vitimados neste mês, após ataques no Kuwait e no Iraque. Ao acompanhar a chegada dos corpos dos americanos, o presidente Donald Trump afirmou que responderia a cada uma das mortes.

Já no lado iraniano da guerra, o balanço de mortos é de 3.600 vítimas, segundo o Ministério da Saúde do país. Outras 26.000 pessoas ficaram feridas em ataques, segundo as autoridades locais.

O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) anunciou hoje o 13º dia consecutivo de ataques contra alvos no Irã. A ofensiva faz parte da intensificação do conflito, que nas últimas duas semanas passou a atingir diretamente instalações em território iraniano.

Explosões foram registradas em Ahvaz, capital da província de Khuzistão, e na ilha de Qeshm, segundo relatos divulgados pela imprensa iraniana. Mais cedo, Trump afirmou que avaliava realizar um "ataque massivo" contra o país. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a doutrina de defesa iraniana é clara e resumiu a posição do governo com a expressão: "olho por olho".

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