Condição rara: nora de Andressa Urach com duas vaginas atrai marca de absorventes

Publicado em 29/07/2026, às 14h39
Foto: Reprodução/Instagram
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Por Uai

A influenciadora Maya Braga recusou uma campanha publicitária que usaria sua condição médica, útero didelfo, como tema central para promover absorventes, considerando a proposta inadequada e exploratória.

Maya, que se tornou pública sobre sua condição rara, sentiu que a campanha transformava sua experiência íntima em um argumento comercial, o que a levou a se sentir desrespeitada e usada.

Apesar de recusar a parceria, ela pretende continuar compartilhando informações sobre sua condição para conscientizar outras mulheres, enfatizando que sua intimidade não deve ser explorada para fins de marketing.

Resumo gerado por IA

Uma campanha publicitária voltada para uma linha de absorventes acabou sendo recusada pela influenciadora Maya Braga, de 20 anos. Nora de Andressa Urach, ela afirmou que decidiu não participar da ação após considerar inadequada a forma como sua condição médica seria utilizada na divulgação do produto.

O convite foi feito depois que ganhou repercussão pública o diagnóstico de útero didelfo, uma condição congênita rara que faz com que Maya tenha dois úteros, dois colos uterinos e duas entradas vaginais.

Segundo a influenciadora, a proposta apresentada pela marca previa que sua história fosse usada como elemento central da campanha. O conceito criativo estava baseado na ideia de "absorção dupla", associando sua condição a um absorvente destinado a mulheres com fluxo menstrual intenso.

"No começo, achei que fosse apenas uma proposta comercial comum. Depois percebi que toda a campanha dependia de usar uma questão médica da minha vida para justificar o conceito de 'absorção dupla'", conta.

Após avaliar a proposta, Maya optou por não seguir com a parceria nos moldes sugeridos. Ela afirma que o desconforto surgiu ao perceber que uma característica íntima de sua vida havia sido transformada no principal argumento para promover o produto.

A influenciadora relata que, desde que tornou pública sua condição, passou a lidar com questionamentos invasivos. Ainda assim, considera que a abordagem da campanha ultrapassou um limite ao explorar o diagnóstico com finalidade comercial.

"Eu me senti usada. Não estavam olhando para a minha história com respeito, mas pensando em como ela poderia gerar comentários, repercussão e vendas. Uma condição médica não deveria ser vista como uma chance de vender produto", afirma.

Embora tenha recusado a proposta, Maya diz que continuará compartilhando informações sobre o útero didelfo quando entender que isso pode contribuir para conscientizar e orientar outras mulheres. Para ela, no entanto, a exposição de uma experiência pessoal não significa que ela deva ser utilizada como ferramenta de marketing.

"Eu posso explicar o que tenho e falar sobre a minha experiência, mas isso não significa que minha intimidade esteja disponível para virar slogan. As pessoas precisam entender que repercussão não é autorização para transformar tudo em marketing", conclui. 

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