Corpo em bosque: acusado de estuprar e matar mulher é condenado a 67 anos de prisão

Publicado em 05/11/2026, às 08h18
Ascom MPAL
Ascom MPAL

Por Joyce Maia*

Anderson Gonçalves foi condenado a 67 anos e quatro meses de prisão pelo estupro e feminicídio de Cícera Laura, em Arapiraca, Alagoas, após o julgamento realizado no Fórum local.

Cícera foi encontrada morta em uma área de mata em janeiro, e o réu foi preso um dia após a descoberta do corpo, com evidências de que ele já havia importunado outras mulheres na região.

A família da vítima expressou alívio com a condenação, enquanto o Ministério Público ressaltou a importância da decisão como um passo significativo para a justiça no caso.

Resumo gerado por IA

Anderson Gonçalves, de 31 anos, foi condenado a 67 anos e quatro meses de reclusão pelo estupro e feminicídio de Cícera Laura, de 47 anos, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. A sentença foi anunciada nessa quarta-feira (4), após julgamento realizado no Fórum do município.

Cícera Laura foi encontrada morta no dia 6 de janeiro deste ano, em uma área de mata do Bosque das Arapiracas. Ela havia saído de casa para fazer uma caminhada quando foi abordada pelo acusado. Câmeras de videomonitoramento registraram o momento em que ele a puxa para a mata, no dia 4 de janeiro.

Durante o julgamento, uma testemunha relatou que Anderson costumava importunar sexualmente mulheres que frequentavam o bosque. Segundo ela, o homem chegou a expor a genitália enquanto ela fazia caminhadas no local.

O réu foi condenado por três crimes: feminicídio, estupro e ocultação de cadáver. Preso no dia 7 de janeiro, um dia após o corpo da vítima ser encontrado, ele permanece em regime fechado e deverá cumprir toda a pena nessa condição.

Alívio para a família

Wesley Santos, filho de Cícera, afirmou que a família está satisfeita com a condenação, embora a sentença não possa reparar a perda da mãe. Ele disse que esperava a pena máxima e que o resultado representa um alívio para os familiares.

“Eu e minha família estamos muito felizes. Sei que isso não vai trazer minha mãe de volta, mas vai trazer um alívio para mim, meus irmãos, meu pai e todos que se uniram nessa causa. Era a condenação máxima que esperávamos, e deu tudo certo. Vou poder dormir em paz, sabendo que a justiça foi feita”, declarou.

O Ministério Público também destacou a importância da atuação da instituição para a condenação e avaliou que a decisão representa uma resposta de justiça para o caso.

* Estagiária sob supervisão

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