O julgamento de Anderson Gonçalves, acusado de assassinar Cícera Laura em janeiro, começou no Fórum de Arapiraca, com uma testemunha relatando importunações sexuais que o réu praticava na área onde a vítima costumava caminhar.
A testemunha, que reconheceu Anderson após a divulgação de sua imagem, descreveu um incidente em que ele a molestou, revelando um padrão de comportamento agressivo em relação a mulheres na região.
A nora de Cícera, Karla Franciny, pediu justiça e espera que o réu receba a pena máxima, destacando o impacto devastador do crime na família e a necessidade de proteção contra futuros atos de violência.
O julgamento do acusado de matar Cícera Laura, a mulher encontrada morta no dia 6 de janeiro deste ano após sair para uma caminhada no Bosque das Arapiracas, teve início na manhã desta quarta-feira (04), no Fórum de Arapiraca, no Agreste alagoano. O depoimento de uma testemunha trouxe detalhes sobre o comportamento do réu Anderson Gonçalves, no período que antecedeu o crime.
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Segundo o relato de Vilma Almeida, que fazia caminhadas regularmente na mesma área e próximo à residência da vítima, o acusado praticava importunações sexuais contra mulheres que frequentavam a região. Ela disse que conhecia Cícera Laura apenas de vista, já que ambas costumavam fazer o mesmo percurso.
"Ele chegou a mexer comigo. Ela morava perto da minha casa e a gente fazia caminhada, mas ela sempre saía na frente. Um mês antes do crime, ele apareceu do nada e deu um tapa em minhas nádegas e eu dei um nele. Aí ele botou os órgãos genitais pra fora e disse 'olhe o que eu tenho pra vocês'", afirmou a testemunha.
Ainda segundo ela, ela reconheceu Anderson após a divulgação da imagem dele na internet, enquanto era procurado pelas autoridades à época do assassinato. "Quando apareceu a foto dele, reconheci e disse o que ele tinha feito comigo", completou.

Cícera Laura foi encontrada morta em janeiro de 2026
Nora clama por Justiça
Antes do início do Tribunal do Júri, a nora de Cícera Laura, Karla Franciny, clamou por Justiça. A mulher contou que o assassinato da matriarca abalou todos os parentes e espera condenação por pena máxima do réu.
"Esperamos que a Justiça seja feita. São dez meses de muito sofrimento, de noites mal dormidas, de uma família inteira que sofre. A gente precisa que ele pague da forma mais justa pelo crime bárbaro que fez, pois destruiu uma família, que nunca mais será a mesma. A matriarca foi assassinada no momento em que buscava, na caminhada, segurar a depressão e ansiedade. Ela teve sua vida interrompida por um marginal. Espero que ele pegue pena máxima, que ele não tenha oportunidade nunca mais, para não fazer novas vítimas".
Cícera Laura desapareceu após sair de casa para realizar uma caminhada. O corpo da vítima foi encontrado posteriormente no Bosque das Arapiracas.
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