Especialista explica por que algumas mudanças na aparência podem estar relacionadas aos hábitos dos praticantes, e não ao exercício em si
Nos últimos tempos, a corrida se consolidou como uma das atividades físicas mais populares entre os brasileiros. Além de ser uma prática acessível, ela oferece diversos benefícios à saúde, como melhora do condicionamento físico, fortalecimento do sistema cardiovascular e auxílio no controle do peso.
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No entanto, com o aumento do número de praticantes, também surgiu a preocupação com o chamado runner’s face (ou “rosto de corredor”), termo usado para descrever uma aparência mais magra, com maior evidência de linhas de expressão e perda de volume facial em algumas pessoas que praticam a modalidade regularmente.
Segundo Juliana Brum, professora do curso de Biomedicina da Faculdade Anhanguera, a atividade física, por si só, não é responsável pelo envelhecimento precoce. “A corrida traz inúmeros benefícios para a saúde e não deve ser encarada como uma vilã. O que acontece é que alguns fatores associados ao estilo de vida dos corredores podem influenciar a aparência da pele”, explica.
O termo “rosto de corredor” se popularizou para descrever rostos com aparência mais magra e com maior evidência de sulcos e linhas de expressão. De acordo com a biomédica, isso pode ocorrer em pessoas que apresentam redução significativa do percentual de gordura corporal.
“A perda de gordura facial é um processo natural e pode se tornar mais perceptível em indivíduos que emagrecem ou mantêm baixos índices de gordura no corpo. Isso não significa, necessariamente, que houve envelhecimento precoce”, esclarece.
Quem costuma correr ao ar livre também precisa redobrar os cuidados com a radiação ultravioleta. A exposição frequente ao sol sem proteção adequada pode favorecer o envelhecimento da pele e aumentar o aparecimento de manchas. “O uso diário do protetor solar é indispensável, inclusive em dias nublados. Além disso, bonés, viseiras e roupas com proteção UV são aliados importantes para quem pratica atividades ao ar livre”, orienta.

A hidratação e a alimentação também desempenham um papel importante na saúde da pele. Manter uma boa ingestão de água ajuda a preservar a elasticidade e o viço da pele, enquanto uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, proteínas e gorduras saudáveis, fornece nutrientes essenciais para a produção de colágeno e a renovação celular. “Manter uma boa ingestão de água e uma alimentação equilibrada é fundamental para preservar a saúde da pele e do organismo como um todo”, destaca Juliana Brum.
Apesar das dúvidas levantadas nas redes sociais sobre o “rosto de corredor”, a especialista reforça que os benefícios da corrida superam qualquer impacto estético relacionado à perda de gordura facial. “A prática regular de exercícios está associada à melhora da circulação sanguínea, ao controle do estresse e ao envelhecimento saudável. O importante é associar a atividade física a hábitos de autocuidado, especialmente em relação à proteção solar e à hidratação”, conclui.
Por Priscila Dezidério
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