As tensões entre Donald Trump e o Papa Leão XIV ganharam um novo capítulo na última sexta-feira (8/5). Porém, desta vez, nenhum dos dois esteve envolvido.
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Um dos apoiadores evangélicos mais leais e antigos de Trump disse acreditar que, em termos de Bíblia, o presidente dos EUA está à frente do chefe da Igreja Católica.
"Parece que o presidente Trump tem uma compreensão melhor do que a Bíblia ensina sobre o papel do governo do que o Papa", disse o pastor Robert Jeffress, de 70 anos, à Fox News, ao comentar o encontro do secretário de Estado Marco Rubio com o pontífice, ocorrido na quinta-feira (7/5).
Jeffress, pastor da Primeira Igreja Batista de Dallas (Texas, EUA), apoia o presidente desde 2016, tendo atuado no seu conselho consultivo evangélico e até mesmo pregado um sermão para ele na manhã de sua posse durante o primeiro mandato do líder republicano.
A admiração que Jeffress nutre por Trump, de 79 anos, parece ser recíproca, já que o presidente chamou o pastor, notoriamente anticatólico, de "um homem maravilhoso". O pastor, que é radialista e televangelista, já declarou que a Igreja Católica uma religião "falsa".
"Eu o agradeci por ter a coragem de cumprir sua responsabilidade dada por Deus de proteger nossa nação", disse Jeffress referindo-se ao fato de ter visitado o Salão Oval da Casa Branca apenas três dias após os EUA iniciarem a guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.
O controverso pastor já havia insinuado a ideia de "usar a força para derrubar o mal", divulgando uma declaração que dizia, em referência ao ditador da Coreia do Norte:
"Deus deu a Trump autoridade para eliminar Kim Jong-un".
"Queria esclarecer que acredito que a Bíblia, especialmente Romanos 13, dá ao presidente Trump autoridade moral para usar toda a força necessária, incluindo assassinato ou mesmo guerra, para derrubar um ditador maligno como Kim Jong-un", declarou o pastor ao apresentador à Fox em 2017.
Jeffress frequentemente se envolve em atividades políticas, especialmente em sermões e noticiários nacionais. Ele já apoiou candidatos republicanos à presidência, incluindo Trump, e discursou em convenções republicanas, embora não se identifique oficialmente como republicano. Ele também é costumeiro crítico de políticos democratas. Antes da eleição de 2012, o pastor declarou que Barack Obama estava "preparando o terreno para o futuro reinado do Anticristo". Jeffress se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e aos direitos LGBT e afirmou que os gays se envolvem em práticas "imundas" e "degradantes", e são "muito mais propensos a doenças".
Na sexta-feira (8/5), Jeffress reiterou a afirmação de que "o papel do governo é proteger os cidadãos dos malfeitores", ao mesmo tempo em que criticou o Papa Leão XIV por sua posição sobre a guerra com o Irã:
"O Papa é um bom homem, ele é sincero em sua fé, mas está sinceramente errado quando se trata do Irã."
Na disputa entre Trump e Leão XIV — boa parte dela, unilateral — o chefe da Casa Branca afirmou que o Pontífice estava "colocando muitos católicos em perigo" por não se pronunciar sobre a guerra no Irã e chamando, na rede Truth Social, o chefe da Igreja Católica de "fraco no combate ao crime e péssimo para a política externa".
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