Até o domingo, 4 de outubro, o Ministério Público do Trabalho recebeu 991 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
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Os gestores públicos e empregadores podem até negar que tenham praticado esse crime – o meio próprio é a defesa no próprio processo.
A quantidade de denúncias encaminhadas ao MPT endossa, no entanto, a realidade dessa prática nefasta, medieval e desumana.
Que infelizmente persiste nos dias atuais, afetando a dignidade e o respeito com que patrões e dirigentes públicos deveriam ter em relação a trabalhadores e servidores que lhe são subordinados.
Entretanto, o que é ruim muitas vezes pode piorar.
É o que já está acontecendo inclusive em Alagoas, onde ao longo desta semana o Diário Oficial do Estado tem publicado, diariamente, atos de demissão e exoneração de terceirizados, precarizados e comissionados.
E, pelo que se diz, é uma situação que está apenas começando.
Para alguns observadores, é economia de custos para fechamento das contas no final do mandato governamental.
Para outros, é meramente falta de humanidade e ingratidão para com cidadãos e cidadãs sem estabilidade empregatícia que se submeteram ao constrangimento de trabalhar por candidatos que nunca conheceram, por exigência dos seus superiores.
O único aspecto gratificante para esses que estão perdendo seu ganha pão é saber que há o outro lado da moeda: muitos desses seus chefes também estarão desempregados, tanto quanto eles, com o finaldo mandato governamental.
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