O consumo de pão de queijo no Brasil ultrapassa 25 mil toneladas mensais, com São Paulo liderando as vendas, seguido pelo Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, enquanto Minas Gerais, o estado de origem, ocupa a quarta posição.
Uma pesquisa revela que 43% dos consumidores priorizam ingredientes saudáveis na compra de panificados, refletindo uma crescente demanda por versões mais nutritivas do pão de queijo tradicional, que é rico em amido refinado e gorduras saturadas.
Alternativas funcionais já estão disponíveis no mercado, incluindo pães de queijo enriquecidos com fibras, versões proteicas e opções plant-based, que visam atender a diferentes necessidades alimentares e melhorar o perfil nutricional do produto.
O consumo nacional de pão de queijo ultrapassa 25 mil toneladas por mês, o que comprova que a receita é, sem dúvidas, uma das preferidas dos brasileiros. Mas Minas Gerais, o estado que inventou a iguaria, não é o que mais a consome no Brasil. São Paulo lidera o ranking com folga, enquanto Minas aparece apenas na quarta posição. O levantamento foi divulgado pela consultoria ECD Food Service e publicado pelo portal Giro S/A.
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A pesquisa, realizada em 2025, aponta que São Paulo responde por 10.211 toneladas mensais, seguido pelo Rio de Janeiro, com 5.920 toneladas, e pelo Rio Grande do Sul, na terceira posição, com 4.854 toneladas. Minas Gerais, berço histórico do quitute, registra consumo de 4.364 toneladas por mês.
Busca por receitas mais saudáveis
Ao mesmo tempo em que o consumo cresce, o mercado enfrenta uma demanda crescente por versões mais saudáveis do produto. Dados da Bakels Brasil, subsidiária do grupo suíço Bakels, mostram que ingredientes saudáveis são o segundo fator mais decisivo de compra na panificação, atrás apenas do preço. A pesquisa indica que 43% dos consumidores consideram ingredientes saudáveis determinantes na hora de comprar, e 36% priorizam panificados doces com ingredientes 100% naturais.
A nutróloga e professora da Afya Itajubá, Vanessa Cambraia, explica que o pão de queijo tradicional tem características que pedem atenção. Segundo ela, o produto é rico em amido refinado e gorduras saturadas, apresenta baixo teor de fibras e provoca digestão rápida. "Isso pode favorecer picos de glicose e proporcionar menor tempo de saciedade", afirma a nutróloga, Vanessa Cambraia.
Para quem não abre mão do alimento, Cambraia orienta que a melhor opção é o preparo caseiro. Em casa, é possível selecionar queijos de boa qualidade, controlar o sal e evitar conservantes e realçadores de sabor. Quando isso não for viável, a nutróloga recomenda o pão de queijo congelado artesanal ou produtos com lista de ingredientes mais simples, sem gordura vegetal hidrogenada nem aditivos artificiais.
Na leitura do rótulo, a nutróloga indica pontos específicos a observar. "Os primeiros ingredientes para serem observados devem ser alimentos de verdade, como polvilho, leite, ovos e queijo", afirma a especialista. Ela também orienta a comparar marcas pela tabela nutricional e priorizar as com menos sódio, preferencialmente abaixo de 200 a 250 mg por porção de 50 gramas. Queijos como meia cura, minas padrão e parmesão, segundo a especialista, conferem sabor natural e reduzem a necessidade de aditivos.
Versões funcionais no mercado
O mercado já oferece alternativas que aprimoram o perfil nutricional do produto tradicional. Cambraia destaca três categorias disponíveis atualmente:
Para a nutróloga da Afya, essas alternativas ampliam o acesso ao alimento sem abrir mão de suas características originais.
"As versões funcionais do pão de queijo representam alternativas que preservam a proposta da receita tradicional, ao mesmo tempo em que incorporam ingredientes que contribuem para um perfil nutricional mais equilibrado, atendendo a diferentes necessidades e preferências alimentares", conclui a nutróloga, Vanessa Cambraia.
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