Uma mulher de 40 anos foi assassinada a facadas pelo marido em um supermercado em São Paulo, gerando tumulto entre os clientes e resultando na prisão do suspeito, que fugiu inicialmente após o crime.
O crime ocorreu na fila do açougue, onde a vítima foi atacada pelas costas, e o agressor já havia cometido outro ato violento ao matar um cachorro da companheira antes do ataque fatal.
O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica, e o suspeito, que se mostrou pouco colaborativo durante o depoimento, passará por audiência de custódia no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Uma mulher de 40 anos foi morta a facadas pelo marido em um supermercado na zona norte de São Paulo, no domingo (16). O homem fugiu, mas foi preso na sequência, de acordo com a Polícia Militar e a SSP (Secretaria da Segurança Pública).
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O caso ocorreu na região da praça Santa Clara de Assis, no Morro Grande, por volta das 13h.
Lafayete Gonzaga da Silva, 40, foi até um supermercado e atacou a companheira Angelita Manoela Rodrigues, 40, pelas costas, a facadas. Imagens de câmeras de segurança registraram o crime.
A polícia não informou se ele possui advogado, e a reportagem busca a defesa do suspeito.
Ela foi esfaqueada diversas vezes, na fila do açougue, onde estavam outros clientes. Houve tumulto e correria dentro do estabelecimento.
Algumas pessoas tentaram contê-lo, mas Lafayete fugiu do supermercado correndo.
A Polícia Militar foi acionada e encontrou Angelita ferida com gravidade no local. Foram feitas manobras de reanimação cardiopulmonar e ela foi levada ao Hospital Municipal da Brasilândia, mas não resistiu aos ferimentos.
Logo após o crime, Lafayete foi encontrado caído em uma calçada, com ferimentos nos pés.
Ainda segundo a SSP e a Polícia Militar, antes de atacar a companheira no supermercado, ele havia matado um cachorro dela, também a facadas, na casa onde viviam.
Ele foi detido e levado à delegacia. O caso foi registrado como feminicídio, violência doméstica e prática de abuso a animais na 4ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).
No depoimento ele se mostrou pouco colaborativo, de acordo com o boletim de ocorrência, mas afirmou que "está arrependido porque a vítima teria acabado com a vida dele".
A Folha acionou o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) que afirmou que a audiência de custódia está prevista para a tarde desta segunda-feira (17), mas sem horário definido.
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