Polícia

'Ele foi tirado da gente por alguém em quem confiava, um amigo', lamenta viúva de soldado morto em Sergipe

Em vídeos, familiares de Cristyano Rondynelli se emocionam e cobram justiça

Eberth Lins com TV Pajuçara | 24/09/20 - 11h12 - Atualizado em 24/09/20 - 11h39
O Soldado e a esposa em registro nas redes sociais | Reprodução Instagem

A notícia de que o sargento apontado como suspeito de matar o soldado alagoano Cristyano Rondynelli Gomes Melo, 34 anos, em Sergipe, foi solto, causou revolta e pedidos de justiça pelos familiares da vítima. Em vídeos enviados à produção do Fique Alerta, da TV pajuçara, esposa, irmãos e o pai do soldado falam emocionados da perda, e se dizem indignados pela forma como o caso vem sendo tratado pela Justiça de Sergipe.

Rondynelli foi morto, no sábado, 19, a tiros, após um suposto desentendimento com um colega de farda, um sargento identificado como Matias, depois que deixaram uma confraternização no município de Monte Alegre, no Sertão sergipano.

"Estamos muito indignados com o que aconteceu e pela forma que aconteceu. Ele saiu de casa indo para uma festa entre amigos e não voltou mais. Nossa indignação é que quem fez isso está livre dizendo que não lembra. A gente espera justiça pelo menos para diminuir um pouco da dor que estamos sentindo", conta, emocionada, a viúva de Cristyano , Damiana Torres. Assista:

Alegação de insanidade 

O pai do soldado, Jose Antonio De Melo, que também é militar, questiona a alegação de insanidade do suspeito pelo crime.

"Estou muito indignado e triste com a justiça em prol desse policial. Ele matou meu filho covardemente, tirou a vida e os sonho de um menino de 34 anos, pai de dois filhos. Antes do meu filho ser sepultado o sargento já estava livre alegando insanidade mental, como pode alguém com insanidade mental exercendo atividades na polícia?", rebateu.

O sargento suspeito de ter atirado em Cristyano recebeu alvará de soltura no último domingo (20). Ele assinou um Termo de Compromisso de Comparecimento, concordando em cumprir regras como ficar em recolhimento domiciliar em dias de folga e no período noturno, além de proibição de ausência na comarca.

Cadê a Justiça sergipana?

Para a irmã do soldado, Lidiane Melo, contar que a justiça seja feita é uma reparação mínima para a família.

"Em nome de toda família, que está sentindo uma dor imensa,  quero justiça. A dor não tem comparação e a única coisa que nos resta é a justiça. Perdemos meu irmão, pai, alguém de coração bondoso. Cadê a justiça sergipana para agir?", questionou.


No vídeo abaixo, o irmão do soldado, Ledesvan Melo, também cobra justiça. 

"Sabemos que a vida do meu irmão não volta, mas queremos que o caso seja tratado de forma correta e pedimos que a justiça seja feita", diz indignado. 


 Cristyano Rondynelli era natural de Santana do Ipanema, município localizado no Sertão de Alagoas. Ele era combatente na Polícia Militar do Estado do Sergipe (PMSE) desde 2015 e atuava no 7º Batalhão. 

Justiça de Sergipe

O TNH1 tentou ouvir a Justiça sergipana, mas não conseguiu contato até a publicação deste material, deixando o espaço aberto para resposta.