Brasil

Eloísa foi diagnosticada com bipolaridade e abuso de entorpecentes, diz amigo da família

Redação TNH1 | 09/10/20 - 17h30 - Atualizado em 09/10/20 - 17h50
Reprodução/Redes Sociais

Internada em um hospital psiquiátrico do Rio de Janeiro, a modelo Eloísa Fontes está sob responsabilidade de Francisco de Assis, um amigo da família dela que tem auxiliado nos momentos de drama que a alagoana tem passado há pelo menos um ano. Em entrevista ao vivo ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, nesta sexta-feira (9), Francisco detalhou como foram os últimos resgates da modelo capital fluminense. 

Primeira internação

Durante a entrevista, o amigo da família falou sobre a primeira internação da modelo. "Acho que as informações estão toda contraditórias e até inverídicas. Falaram que ela estava sumida há um ano, isso não existe. Ela teve um episódio lá em Nova Iorque há um ano, um episódio rápido onde ela foi internada. Ela veio para o Brasil e estava em contato com a família. Por volta do final de julho ou início de agosto, ela teve um problema, saiu da mesma forma que agora, foi parar numa comunidade no Rio e foi resgatada dessa comunidade e levada para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca", contou Francisco de Assis. 

"Nesse período, uma pessoa da família que é meu amigo, ligou para mim e pediu ajuda se eu poderia atender a mãe dela, que estava em Alagoas, uma pessoa mais simples, que teria dificuldade no Rio de Janeiro. Um familiar de um amigo é também um familiar nosso, essa é a minha visão. Prontamente recebi a mãe dela na minha casa, eu e minha esposa. Acompanhamos ela ao hospital Lourenço Jorge e no dia que fomos lá, ela já estava há dois dias nesse hospital. É um hospital de emergência na Barra da Tijuca, mas que tem uma ala psiquiátrica, quando eles veem que a pessoa está com algum problema, eles botam numa ala especial, mas eles a transferiram para um hospital psiquiátrico, o hospital Jurandir Morandi, em Curicica, Jacarepaguá". 

"Fomos para lá, a mãe dela ficou o tempo todo com a gente. Visitamos ela lá, e ela ficou pronta para alta. Preparamos uma viagem para ela e a mãe dela, de avião, para Uberlândia. No dia que ela chegou na nossa casa, ela estava bem, vindo da alta, mas manifestou vontade de ir embora, voltar para as ruas. A gente viu que não estava legal, ela teve problemas, começou a criar uma certa confusão, um tumulto aqui na nossa casa. Ela comeu, a gente medicou ela conforme recomendação do hospital. Dormimos, acordamos de madrugada e quando fomos ao aeroporto Santos Dumont pegar o avião, ela novamente fugiu. Não quis entrar, não quis fazer o check in, disse que queria ir para a rua, que queria voltar para a Barra da Tijuca". 

"Fui atrás dela, me mantive sempre atrás dela, não agarrei ela, a gente estava no Aterro do Flamengo, é um bosque, imensos jardins, se alguém vê um homem agarrando uma mulher num lugar daquele, poderia até me confundir, ou poderíamos até ser atacados por bandidos. Ela atravessou, foi para o bairro da Glória. Segui atrás dela, pedi para uns policiais ajudarem, vi uma patrulha. Eles nos ajudaram, ela ficou com a gente conversando e chamei minha esposa com o carro e nós internamos ela no hospital Pinel. Foi uma segunda internação". 

Segunda internação e nova fuga

Francisco relatou ainda o diganóstico de bipolaridade que Eloísa recebeu, aliado ao uso de entorpecentes. "Ela passou uns 20 dias internada no hospital Pinel. Eles deram um diagnóstico de bipolaridade. E concluíram também que ela tinha abuso de entorpecentes. Quando foi no dia 11 de setembro, ela embarcou com a mãe em um ônibus para Uberlândia. O CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de Uberlândia já estava avisado, tudo certinho, ela foi com remédio. Mas para a nossa surpresa, ela voltou para o Rio, fugiu da casa das irmãs [em Uberlândia]". 

Encontrada em situação de rua

O amigo da família falou também sobre o reencontro com Eloísa no Rio de Janeiro. "No final da semana passada, minha esposa se comunicou com a mãe dela, e a mãe dela mandou umas fotos, dizendo que ela estava aqui no Rio. A gente concluiu que era a Barra da Tijuca, mas não era Barra da Tijuca, era Ipanema. E ela estava em situação de rua. Não estava na praia curtindo o sol de Ipanema, ela estava em situação de rua. Nós não sabíamos o que fazer, eu e minha esposa. Não temos como pegar uma pessoa no meio da rua, à força, violência, isso aí desperta curiosidade popular e dá problema. Mas eu estava tentando contato com bombeiros amigos meus para a gente tentar fazer uma abordagem", contou. 

"Foi quando na terça-feira agora dessa semana, uma assistência social da Operação Segurança Presente de Ipanema ligou para a minha esposa, falou: 'Olha, estamos com a Eloísa, nós resgatamos ela da comunidade do Cantagalo', que é um morro entre Ipanema e Copacabana, e foram os moradores de rua que pediram que retirassem ela de lá, ela estava correndo risco de vida (sic) lá. Estava causando problemas na comunidade e a gente sabe como funcionam as coisas aqui no Rio de Janeiro".  

Francisco disse que a modelo está no hospital Pinel. "A polícia e a assistência social levaram ela de van para o hospital, exigiram que tivesse alguém. Eu fui para lá, assumi as responsabilidades sobre ela, assinei como responsável dela, mesmo não sendo família. Os funcionários lá já me reconheceram, porque fui várias vezes quando ela estava internada, eu que levava a mãe dela o tempo todo. Um psicólogo lá já me viu ]e perguntou]: 'É a Eloisa de novo?'. Todo mundo comovido. Ela não quer internação. Ela tem dificuldade com o tratamento, porque se ela estivesse tratando na casa dela, ela estava bem". 

Fé na recuperação e proposta de uma clínica

Franciso de Assis disse que tem fé em Deus que Eloísa vai ficar bem. "Nem sempre a gente pode ou tem condições, mas nesse caso estamos dedicando todos os esforços. Tivemos uma oferta de uma clínica de tratamento de dependentes aqui no Rio, que nos ofereceu uma internação social, ou seja, deve ser gratuito. Uma clínica famosa aqui no Rio, pessoal que tem expertise em tratamento desse tipo. Mas ela hoje está sob os cuidados do Estado, ela está num hospital da Prefeitura do Rio de Janeiro", concluiu.