Economia

Em Alagoas, mais de 47% das pessoas vivem em situação de pobreza, aponta IBGE

Redação TNH1 com Assessoria IBGE | 12/11/20 - 16h04 - Atualizado em 12/11/20 - 16h14
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Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que, em 2019, 47,2% dos alagoanos receberam menos que US$ 5,50 por dia em termos de paridade de poder de compra (PPC), o que equivale a R$ 437 por mês. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais 2020.  

A publicação mostra ainda que houve redução de 3,3% na proporção de pessoas que vivem em situação de pobreza entre 2012 e 2019, caindo de 48,8% para 47,2%. Também houve queda na comparação com 2018, quando o estado alagoano registrava 48,4% da população vivendo em situação de pobreza. 

Por outro lado, a pesquisa revelou que a extrema pobreza cresceu 30,4% em Alagoas, passando de 11,5% da população, em 2012, para 15%, em 2019, segundo a linha internacional fixada pelo Banco Mundial em US$ 1,90 (PPC), o correspondente a R$ 151 por mês. Contudo, houve redução de 12,8% em relação ao ano de 2018, quando a extrema pobreza atingia 17,2% dos alagoanos.

Em Alagoas, brancos recebiam 37,4% a mais que pretos ou pardos

A SIS também apresentou um panorama de desigualdade segundo a cor ou raça. Em Alagoas, a população ocupada de cor ou raça branca ganhava em média 37,4% mais do que a preta ou parda. Em valores, significava uma renda mensal de trabalho de R$ 1.828 frente a R$ 1.330, em 2019. Em Maceió, a diferença era de 56,8%, com um rendimento médio de R$ 2.531 para os brancos e R$ 1.614 para pretos ou pardos.

Em Alagoas, 34,3% da população estava há dois anos ou mais sem trabalhar e procurando emprego

A pesquisa também apresentou dados sobre o tempo médio que as pessoas desempregadas estavam sem trabalhar e procurando trabalho. Das 172 mil pessoas desocupadas em Alagoas no ano de 2019, 12,4% estavam por até um mês nessa condição; 39,1% estavam por mais de um mês e menos de um ano; 14,2% estavam de um ano a menos de dois anos e 34,3% estavam há dois anos ou mais sem trabalhar e procurando um trabalho. 

Pessoas com ensino superior completo recebiam até três vezes mais por hora de trabalho

Na análise pelo nível de instrução, a Síntese de Indicadores Sociais revelou que as pessoas ocupadas em Alagoas que tinham o ensino superior completo recebiam, em média, R$ 21 por hora de trabalho, enquanto aquelas com ensino médio completo ou superior incompleto ganhavam R$ 9,1 e as com ensino fundamental completo ou médio incompleto recebiam R$ 6,7. Na última faixa, as pessoas sem instrução ou fundamental incompleto ganhavam, em média, R$ 5,8 por hora, mais de três vezes menos em relação aos que tinham ensino superior completo. 

Pessoas sem instrução ou com fundamental incompleto representam o maior grupo entre os ocupadas em Alagoas

Entre as 1,033 milhão de pessoas ocupadas em Alagoas no ano de 2019, 36,7% estavam no grupo sem instrução ou com fundamental incompleto, 14% correspondia àquelas com ensino fundamental completo ou médio incompleto, 33,5% tinham ensino médio completo ou superior incompleto e 15,8% possuíam ensino superior completo.