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Entenda a importância da musicoterapia no tratamento do TEA

Assessoria | 12/06/24 - 17h05
O especialista em musicoterapia em pacientes com TEA, Júnior de Souza, explica que a musicoterapia é uma intervenção clínica que utiliza a música e seus elementos | Divulgação

Em um importante avanço para o tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), a recente sanção da lei que regulamenta a prática da musicoterapia no Brasil marca um novo capítulo na busca por terapias eficazes e humanizadas. A medida, celebrada por profissionais da saúde e famílias, destaca a relevância dessa abordagem terapêutica no desenvolvimento e bem-estar de pessoas com TEA.

O especialista em musicoterapia em pacientes com TEA, Júnior de Souza, explica que a musicoterapia é uma intervenção clínica que utiliza a música e seus elementos – como som, ritmo, melodia e harmonia – para promover mudanças positivas na saúde mental, física e comportamental dos indivíduos. “A musicoterapia oferece um espaço seguro e criativo para a expressão emocional, que muitas vezes é um desafio para pessoas com TEA. Por meio da música, trabalhamos habilidades sociais, comunicativas e motoras, de maneira lúdica e acessível. **Outro ponto importante é o neurodesenvolvimento das crianças, onde a música atua nas diversas demandas não desenvolvidas naturalmente durante o crescimento".**

A regulamentação da lei é vista como um reconhecimento profissional dessa prática terapêutica. “A sanção dessa lei representa um avanço significativo. Agora, a musicoterapia é socialmente reconhecida como uma profissão de saúde, o que confere maior credibilidade e segurança para os pacientes e seus familiares", comenta o especialista. Ele ressalta que, com a lei, os musicoterapeutas terão maior respaldo para atuar, e as famílias terão mais acesso a tratamentos de qualidade.

A importância da musicoterapia no tratamento do TEA não se limita apenas ao desenvolvimento de habilidades específicas, mas também ao bem-estar emocional dos pacientes. “A música é um meio de comunicação para aqueles que têm dificuldades com a linguagem verbal. Ela ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse, proporcionando uma forma alternativa de expressão e interação social,” explica Souza.

Com a regulamentação, espera-se que mais profissionais se qualifiquem na área e que o acesso a esse tipo de terapia seja ampliado em todo o país. “Estamos falando de uma prática que pode transformar vidas. A música tem um poder imenso de tocar as pessoas e, quando usada de forma terapêutica, pode ser um recurso valioso no tratamento de diversas condições, principalmente o TEA", conclui Júnior de Souza.

A sanção da lei é um passo importante para a valorização da musicoterapia e para o reconhecimento de seu impacto positivo na vida de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, reafirmando o compromisso com uma saúde mais inclusiva e humanizada.