Especialista explica quando cirurgia robótica, laparoscopia ou cirurgia aberta é indicada para o tratamento
A cirurgia robótica vem ganhando espaço no tratamento do câncer e se consolidando como uma importante ferramenta da medicina moderna. Ao lado dela, a laparoscopia e a cirurgia aberta continuam sendo amplamente utilizadas no tratamento oncológico, cada uma com indicações específicas conforme o tipo do tumor, o estágio da doença e as condições clínicas do paciente.
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Ainda assim, especialistas alertam que nem todos os tumores podem ser tratados por técnicas minimamente invasivas e que a cirurgia aberta continua sendo fundamental em muitos casos oncológicos.
Segundo o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, de São José do Rio Preto, a escolha entre cirurgia aberta, cirurgia robótica ou laparoscopia depende de uma avaliação individualizada de cada paciente. O principal objetivo, conforme o médico, continua sendo a retirada completa do tumor com segurança oncológica.
“Existem casos em que a cirurgia robótica e a laparoscopia têm excelente indicação e oferecem muitos benefícios. Mas tumores maiores, avançados ou com comprometimento de outros órgãos podem exigir cirurgia aberta para garantir melhor resultado ao paciente”, explica.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. O aumento dos diagnósticos está relacionado principalmente ao envelhecimento da população e reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado.
Para o especialista, um dos principais erros é acreditar que existe uma técnica única para todos os casos. “Cada câncer possui características próprias. O tipo de tumor, o tamanho, a localização e o estágio da doença influenciam diretamente na definição do tratamento”, afirma Sérgio Carvalho.
Apesar do crescimento da cirurgia robótica no Brasil, a cirurgia aberta continua sendo indicada principalmente em situações mais complexas. Entre os casos que podem exigir esse tipo de procedimento, estão:
Segundo o cirurgião oncológico, em alguns procedimentos minimamente invasivos também pode ocorrer conversão para cirurgia aberta durante a operação, dependendo do que é encontrado pela equipe médica.

O especialista destaca que a cirurgia robótica e a laparoscopia trouxeram benefícios importantes para muitos pacientes, principalmente em casos iniciais. Entre as vantagens das técnicas minimamente invasivas, estão:
“A cirurgia robótica é uma ferramenta extremamente importante e trouxe avanços relevantes para a medicina. Mas o mais importante continua sendo oferecer o tratamento mais adequado para cada paciente”, afirma Sérgio Carvalho.
Segundo o profissional, muitos casos de câncer ainda são descobertos em fases avançadas no Brasil, o que reduz opções terapêuticas e exige tratamentos mais complexos. Por isso, manter exames preventivos em dia e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes pode fazer diferença no prognóstico.
“Hoje conseguimos acompanhar pacientes por décadas após o tratamento. O diagnóstico precoce continua sendo um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de sucesso”, explica o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, de São José do Rio Preto.
Por Henrique Fernandes
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