Alagoas

Estudantes alagoanos superam obstáculos da pandemia e encaram o Enem

Lelo Macena e Itawi Albuquerque | 17/01/21 - 12h48 - Atualizado em 17/01/21 - 13h43
Estudantes aguardam o momento de entrar para iniciar as provas do Enem, em escola do Cepa | Itawi Albuquerque

Após um ano de 2020 cheio de desafios e obstáculos impostos pela pandemia do novo coronavírus, que fez com que as escolas e cursinhos suspendessem o ensino presencial, mais de 102 mil estudantes alagoanos foram às provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em Alagoas.

Duas horas antes do horário previsto para o fechamento dos portões dos locais de prova, já havia muitos candidatos à espera.

A estudante Yohanna Gomes da Silva, de 20 anos, faz o Enem pela segunda vez e tenta Arquitetura e Urbanismo. O suspensão da prova no ano passado e toda a incerteza da nova data do exame foram motivo de preocupação para ela.

“Desanimei, parei de estudar durante um tempo e depois retomei. Gostei do adiamento no ano passado, achei até que ia adiar mais tempo, porque pessoas não tiveram oportunidade de estudar, o pessoal do terceiro ano do ano passado não teve oportunidade de estudar de maneira correta, o colégio teve que ser interrompido. Acho que deveria acontecer [o Enem], mas acho que agora não foi o momento certo", diz a estudante, que aguardava para fazer prova no prédio do Cesmac, no Farol.

Yohanna Gomes da Silva, de 20 anos. Foto - Itawi Albuquerque

Já a estudante Ysadora Dônio, 17 anos, que tenta Medicina, manteve o foco, mesmo em meio aos obstáculos da pandemia. Ela estuda no Ifal e ficou sem aula até outubro passado. “Tive que estudar sozinha e entender que eu não estava de férias. Acordava todos os dias como se eu fosse pra aula, tinha cursinhos online, eu estudava como se estivesse no colégio. Eu tinha que entender que eu tinha que estudar só, preparar meu terceiro ano, sem o apoio da escola e que eu não estava de férias”, disse a menina, cheia de determinação.

Ysadora e os pais: foco e apoio. Foto - Itawi Albuquerque

Orgulhosos, pai e mãe  acompanhavam a menina. “Sempre apoiamos e sempre tivemos confiança nela. Ela sempre demonstrou ser organizada e ter foco. Estamos sempre juntos no sonho e nos objetivos dela”, disse o pai de Ysadora, Walmir Dônio.

Precavido, o estudante Bruno Feliciano, outro que tenta Medicina, levou cinco canetas e várias máscaras. "É melhor ter reserva do que faltar", disse. Sobre a questão da pandemia, ele fala que tentou se adaptar.

"Eu comecei a fazer simulados e com leituras dos próprios livros que o colégio dá. No meio do ano entrei num cursinho de redação, já para praticar. Sempre seguindo simulados no modelo Enem, pegando Enems passados e praticando com eles", disse.

Bruno Feliciano. Foto - Itawi Albuquerque