Estupro coletivo em escola: estudantes são suspensos e advogada detalha abusos em PE

Publicado em 12/08/2026, às 15h01
TV Globo - Mãe denuncia que filha foi estuprada dentro de sala de aula
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Por Redação

Estudantes suspeitos de envolvimento em denúncias de estupro coletivo dentro de uma escola municipal do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, foram suspensos por tempo indeterminado. Duas alunas, de 14 anos, relataram ter sido vítimas de violência sexual em momentos diferentes, durante o intervalo das aulas.

Segundo a defesa, cinco estudantes estariam envolvidos nos casos. As adolescentes receberam atendimento inicial e deverão ser transferidas para outras unidades de ensino. As denúncias são investigadas pela Polícia Civil e acompanhadas pelo Ministério Público de Pernambuco e pelo Conselho Tutelar.

A advogada das vítimas afirma que os episódios ocorreram dentro de uma sala de aula e que houve agressões e ameaças. As adolescentes também passaram por exames no Instituto de Medicina Legal (IML).

Resumo gerado por IA

Os estudantes suspeitos de envolvimento em denúncias de estupro coletivo dentro de uma escola municipal do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, foram suspensos pela Secretaria de Educação. A medida é por tempo indeterminado.

Duas alunas, de 14 anos, denunciaram ter sido vítimas de violência sexual em ocasiões diferentes, durante o intervalo das aulas. Segundo a defesa das adolescentes, cinco estudantes estariam envolvidos nos crimes.

A identidade dos suspeitos e das vítimas não foi divulgada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, os adolescentes não frequentam a escola desde a semana passada. O caso está sob investigação da Polícia Civil e também é acompanhado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

As duas adolescentes receberam atendimento inicial de profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de um projeto vinculado à Secretaria Municipal de Educação.

A prefeitura informou ainda que as jovens e as mães deverão receber acompanhamento terapêutico em um serviço especializado no atendimento psicológico a mulheres vítimas de violência. As estudantes também serão transferidas para outras escolas da rede municipal.

Como os abusos teriam acontecido

Segundo a advogada Luanny Porto, que representa as adolescentes, os episódios ocorreram dentro de uma sala de aula enquanto as vítimas estavam sozinhas durante o intervalo.

O caso mais recente teria acontecido em 3 de agosto. Conforme o relato da defesa, uma das estudantes decidiu permanecer na sala durante o intervalo para fazer um lanche quando foi surpreendida pelos suspeitos.

A advogada afirma que os adolescentes teriam apagado a luz, agredido fisicamente a vítima e cometido a violência sexual. Segundo ela, os jovens também teriam feito ameaças para impedir que a adolescente contasse o que havia acontecido.

O Conselho Tutelar foi acionado após a denúncia. Desde então, as duas estudantes deixaram de frequentar as aulas.

Segunda denúncia

Depois que o primeiro caso veio à tona, a outra adolescente também decidiu procurar ajuda e relatou ter passado por uma situação semelhante no início de julho.

De acordo com a defesa, o segundo episódio também ocorreu dentro da sala de aula e durante o intervalo. A advogada afirma que a jovem costumava permanecer no local nesse período.

"Foi o mesmo modus operandi. Essa outra jovem também costuma comer na sala por sofrer bullying. Ela, inclusive, tem histórico de automutilação, algo de que a escola tem ciência, mas não fez nada. Registramos o boletim de ocorrência e fomos ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde as duas passaram por exames sexológicos", contou a advogada.

As denúncias são investigadas pela Polícia Civil. O caso também é acompanhado pelo Conselho Tutelar da Regional 1, no Centro do Cabo de Santo Agostinho, e pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do município, vinculada ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

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