Mulher visitou a casa do artista sul-coreano 22 vezes ao longo de um mês e tocou a campainha 133 vezes, entre outras importunações
Uma fã brasileira foi condenada na Coreia do Sul a um ano de prisão e dois anos de liberdade condicional por perseguição ao cantor Jung Kook, do BTS, após invadir sua propriedade e tocar a campainha 133 vezes em uma única noite.
A mulher, que já havia sido advertida pela polícia, continuou a se aproximar da casa do artista, o que levou à sua prisão e ao julgamento por violação da Lei de Punição de Crimes de Perseguição, com a Justiça considerando a gravidade de suas ações e o pedido de punição severa por parte da vítima.
Além da pena, a Justiça sul-coreana indicou a possibilidade de deportação da fã, que está detida há três meses, enquanto sua família relatou que ela sofre de transtornos mentais e estava em surto, acreditando que Jung Kook é seu grande amor.
Uma fã brasileira que perseguia o cantor Jung Kook, integrante do grupo BTS, foi condenada pela Justiça sul-coreana a um ano de prisão e dois de liberdade condicional por violação à Lei de Punição de Crimes de Perseguição e invasão de propriedade.
LEIA TAMBÉM
Na madrugada de 12 de dezembro do ano passado, ela tocou a campainha da casa de Jung Kook, em Yongsan-gu, nada menos que 133 vezes. No dia seguinte, seguiu um entregador e entrou sem autorização na casa do ídolo pela porta lateral. Ao longo do mês, rondou a residência por 22 vezes à espera do cantor, atirando objetos por cima do muro ou enfiando correspondências pela fresta da porta.
Na ocasião, a fã foi presa após denúncia de Jung Kook. Solta no dia seguinte, recebeu uma advertência da autoridade local para não se aproximar mais da casa. Mas voltou ao espaço, tocando a campainha e jogando correspondências para o artista novamente. Então, recebeu uma "medida de emergência" da polícia em 28 de dezembro, que a proibiu de se aproximar a menos de 100 metros da residência.
Em 4 de janeiro deste ano, no entanto, ela insistiu ao deixar fotos e materiais impressos perto da casa de Jung Kook. Assim, foi presa e levada a julgamento sob a acusação de violar a Lei de Punição de Crimes de Perseguição e invasão de propriedade.
Segundo o site sul-coreano Law Talk News, o tribunal justificou assim sua decisão: “A ré cometeu o crime mesmo depois de ter sido libertada na sequência de um aviso policial, não cumpriu as medidas de emergência e a vítima exige uma punição severa. Aparentemente, a ré cometeu o crime para expressar seus sentimentos à vítima, e foi determinado que não houve intenção de causar dano. A vítima não percebeu diretamente a campainha no momento em que foi tocada, a ré não invadiu profundamente o espaço interno da residência (dentro do quarto), e o grau de negligência na tomada de medidas de emergência foi relativamente pequeno".
A Justiça ainda fala em deportação da brasileira: "A ré está detida há cerca de três meses e, como parece que será deportado à força para o exterior assim que esta sentença for finalizada, o risco de reincidência contra a vítima não é significativo".
Em janeiro deste ano, a família da brasileira, que tem 30 anos, contou ao g1 que ela sofre de transtornos mentais.
"Ela saiu da Paraíba e foi para São Paulo trabalhar há algum tempo. Tentei ajudá-la a continuar o tratamento psicológico que fazia na cidade dela, mas ela não aceitou. Descobrimos que ela estava na Coreia do Sul pelas redes sociais, o que foi um grande susto. Ela conseguiu guardar um dinheiro depois de pedir ajuda à mãe e foi sozinha. Estamos extremamente preocupados, porque a situação está piorando”, relatou uma parente, dizendo que a mulher estaria em surto por acreditar que Jung Kook é o grande amor da vida.
Outra parente disse ao g1 que a jovem teve um surto semelhante em 2021:
“Foi algo fora do normal. Ela foi levada ao psiquiatra e o médico diagnosticou transtorno. Ela conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem”, contou, em janeiro.
LEIA MAIS
+Lidas