A família de Fábio Campagnola, empresário italiano assassinado em janeiro de 2023 em Marechal Deodoro, exige que o ex-policial militar José Pereira da Costa, acusado do crime, seja levado a júri popular. O assassinato ocorreu após uma discussão sobre a instalação de um carro de churros em frente à sorveteria de Campagnola.
Os advogados da família criticam a lentidão do processo judicial, que já foi analisado pelo Supremo Tribunal de Justiça e está aguardando a definição de uma data para o júri, enquanto o acusado permanece em liberdade. Além disso, a família enfrenta dificuldades para realizar a exumação do corpo, desejada pelo empresário antes de sua morte.
A Justiça informou que o processo está na fase de providências preliminares para o julgamento e que a questão da exumação é tratada separadamente em um processo cível. O Ministério Público de Alagoas já solicitou informações ao Instituto Médico Legal, mas ainda não obteve resposta.
Familiares do italiano Fábio Campagnola, assassinado a tiros na praia do Francês, em Marechal Deodoro, cobram que o policial militar da reserva José Pereira da Costa, acusado do crime, seja levado a júri popular e condenado pelo homicídio. O empresário foi morto em frente a uma soverteria de sua propriedade após uma discussão pela instalação de um carro de churros em frente ao estabelecimento, em janeiro de 2023.
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Em entrevista à reportagem da TV Pajuçara/RECORD, os advogados da família da vítima cobraram mais "rapidez" da Justiça para levar o militar ao banco dos réus. José Pereira responde ao crime em liberdade.
"Toda essa instrução processual, que foi levado até o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), já transcorreu. O processo, hoje, está transitado em julgado. O que falta é esse processo chegar até a Comarca de Marechal, pois ele já voltou de Brasília e está no Tribunal de Justiça de Alagoas. Ele tem que chegar aqui na Comarca para que a juíza possa marcar a data do júri", explicou Marcelo Ferreira.
"Esse já era um desejo do Fábio, quando ele ainda estava vivo. Ele deixou esse desejo escrito, e todos os familiares expõem esse desejo. Mas, até o momento, não foi possível concretizar esse desejo, pois se tratou de uma morte violenta e o processo civil tem a prerrogativa que possibilita essa espera enquanto houver um processo em trâmite", disse a advogada.
FAMÍLIA COBRA POR JUSTIÇA
A morte de Fábio Campagnola completou três anos em janeiro de 2026. O italiano, que era casado com a brasileira Ana Lúcia Bila, construiu a sorveteria da família na Praia do Francês, onde vivia coma esposa e o filho, que à época tinha 9 anos.
Em entrevista à reportagem da TV Pajuçara, a viúva do empresário fez um apelo para a definição de uma data para o júri.
"Estamos esperando a definição da data do júri, para que tudo seja o mais rápido possível. É importante para encerrar o caso e para que ele possa realmente pagar pelo crime", disse Ana Lúcia.
Já Dário Campagnola, filho mais velho do empresário, veio para o Brasil para acompanhar as investigações e o processo. Durante entrevista, ele citou a busca por Justiça.
"Se eu pudesse falar novamente com ele, diria a mesma coisa que disse no enterro: que o caso não ficaria impune”, afirmou Dário.
O TNH1 não conseguiu contato da defesa do policial militar da reserva José Pereira da Costa, mas deixa o espaço aberto para eventuais manifestações.
O QUE DIZ A JUSTIÇA
Sobre a cobrança por celeridade, a Justiça informou que o processo tramita regularmente e retornou à vara no último dia 13. O juiz do caso também afirmou que o “processo está na fase de providências preliminares ao julgamento no Tribunal do Júri”.
Já sobre o pedido de exumação do corpo do empresário, a Justiça citou que o processo sobre a exumação é cível e não tem nenhuma relação com o andamento do processo criminal por homicídio.
Ainda sobre o pedido de exumação, a Justiça disse que o Ministério Público de Alagoas solicitou informações ao Instituto Médico Legal, mas que não houve resposta.
A reportagem do TNH1 entrou em contato com o IML, e aguarda um retorno para incluir na matéria.
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