Alagoas

Fase Amarela: observatório da Ufal aponta piora do cenário da pandemia em Alagoas

Redação TNH1 | 27/07/20 - 17h54 - Atualizado em 27/07/20 - 18h05
Agência Alagoas

Uma semana após o início da fase amarela, que inclui abertura de shoppings e bares, o Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da COVID-19 da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) divulgou relatório, nesta segunda-feira, 27, que alerta para a piora no cenário da pandemia do novo coronavírus em Alagoas.

Segundo o documento assinado pelos pesquisadores, apenas a 2ª e a 4ª regiões de saúde, na Região Norte e na Zona da Mata, respectivamente, do estado, respondem aos critérios para a flexibilização do distanciamento social. 

Nesta segunda-feira, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) confirmou mais 828 casos de covid-19 em Alagoas e 14 mortes, em 24 horas. O número de óbitos é de 1.514.

Ainda de acordo com o documento que avalia a situação de Alagoas após a 30ª semana epidemiológica, o número de pessoas infectadas em junho cresceu dez vez em comparação com o mês de maio. O estudo também identificou que os números de notificações nos sistemas oficiais seriam seis vezes menores do que os números reais.

“Aplicando essa estimativa de subnotificação aos dados de Alagoas teríamos algo em torno de 330.000 casos acumulados de alagoanos que foram infectados pelo novo coronavírus. Fazendo a mesma aproximação, agora, para os casos recuperados teríamos cerca de 286.800 pessoas nessa condição, ou então, uma prevalência de 8,6%”, diz trecho da conclusão do estudo.

Os pesquisadores seguem afirmando que, na ausência de vacina e de remédio específico contra a covid-19, ‘o isolamento social é a principal estratégia para mudar o cenário atual e salvar vidas’.

O estudo chama a atenção ainda para a responsabilidade de lojistas, comerciantes, empresários e líderes religiosos na nova fase de flexibilização do distanciamento social e para a necessidade de todos seguirem à risca as medidas de sanitárias.

“Ao desrespeitar os parâmetros de capacidade máxima de funcionamento e de higiene, esses estabelecimentos estarão ativamente contribuindo com a disseminação do virus e, consequentemente, com o adoecimento da população. Neste sentido, a população deve cumprir o seu papel de controle social denunciando irregularidades e cobrando a fiscalização pelo poder público”. 

Leia o documento na íntegra.