Filhos de mulher morta em bosque prestam depoimento em júri: "não sei como se faz uma perversidade dessa"

Publicado em 04/11/2026, às 11h30
Cícera Laura foi encontrada morta em 6 de janeiro deste ano - Arquivo Pessoal
Cícera Laura foi encontrada morta em 6 de janeiro deste ano - Arquivo Pessoal

Por Redação

Cícera Laura foi encontrada morta em um bosque em Arapiraca, dois dias após desaparecer durante uma caminhada, e Anderson Gonçalves é o principal suspeito do homicídio, acusado de agir com crueldade.

Os filhos de Cícera relataram que ela lutava contra depressão e ansiedade, utilizando a caminhada como forma de terapia, e expressaram o desespero da família durante o desaparecimento e a busca pelo corpo.

Durante o júri, um dos filhos apresentou imagens que mostram Anderson puxando a mãe para a mata, enquanto a família enfrentou dificuldades para obter ajuda das autoridades na busca por Cícera antes de seu corpo ser encontrado.

Resumo gerado por IA

Dois filhos de Cícera Laura, a mulher encontrada morta em 6 de janeiro deste ano, dois dias após sair de casa para fazer uma caminhada em Arapiraca, prestaram depoimento, nesta quarta-feira (04), durante o júri do réu Anderson Gonçalves. O homem foi preso à época do crime e acusado do homicídio com requintes de crueldade. O corpo da vítima foi encontrado seminu no Bosque das Arapiracas, em estado avançado de decomposição.

Ao ser ouvida, Amanda Silva declarou que a mãe sofria com depressão e ansiedade, e usava a atividade física como uma prática de terapia no dia a dia. Além disso, ela deu detalhes que vão do desespero da família com o desaparecimento de Cícera Laura até o achado do corpo no bosque.

"A gente não tinha vínculo nenhum com esse projeto de ser humano. Ele disse que minha mãe devia a ele e é mentira, porque ela não devia nada a ninguém. No dia, meu pai chegou lá em casa, que é vizinha dos meus pais, e perguntou se ela estava lá. Como ela já teve depressão, meu pai chegou a pensar que tivesse feito alguma besteira. Eu arrombei a porta e vi que o celular dela estava. Então saímos à procura, porque, provavelmente tinha saído pra fazer caminhada", iniciou.

"Fomos à delegacia e disseram que só podia fazer o BO com 24 horas e começar a procurar após as 72 horas. E nós não quisemos esperar. Minha mãe era uma pessoa boa, não sei como se faz uma perversidade dessa", continuou.

Amanda relatou ainda que foi impedida de ver o corpo da mãe no bosque, devido à condição dele. "Vivo me perguntando: se eu estivesse com ela? Minha mãe era tudo pra mim, todos que me conhecem sabem do nosso relacionamento. Minha mãe vivia pra família, a única coisa que ela fazia sozinha era a caminhada".

Filho diz que viu imagens de acusado puxando mãe para mata

Wesley Silva, outro filho, destacou em depoimento que teve acesso a imagens de Anderson puxando Cícera Laura para a mata, e também, do momento em que o réu saiu da área, cerca de uma hora depois. Ele informou que o acusado não é conhecido da família.

"Decidimos ir atrás de mais imagens de câmeras. Então vimos, depois de ver de vários locais, quando o acusado passava. Continuamos procurando a minha mãe , eu fiz um vídeo pra sensibilizar a população para nos ajudar nas buscas. Não logramos êxito com as polícias e acionamos os bombeiros que mandaram uma viatura, dizendo que tínhamos uma suspeita. Eles mandaram um drone, mas se tornou impossível fazer imagens por ser muito fechada a mata. Aí o comandante dividiu a equipe e os bombeiros entraram na mata", destacou.

Cícera Laura desapareceu após sair de casa para realizar uma caminhada na manhã do dia 4 de janeiro. O corpo da vítima foi encontrado dois dias depois no Bosque das Arapiracas.

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