Após a entrega de procurações ao TSE para a quebra de sigilos bancário e telefônico, o senador Flávio Bolsonaro apresentou autorizações para divulgação dos dados, mas nenhuma das campanhas ainda abriu seus sigilos. A situação gera incertezas sobre a transparência das informações financeiras dos candidatos.
A defesa de Flávio Bolsonaro também exige que Lula divulgue os gastos com cartões corporativos, um ponto que não estava no acordo inicial entre as campanhas. A questão da quebra de sigilos foi intensificada após um debate em que Lula desafiou Flávio a abrir seus registros financeiros.
O ministro André Mendonça decidiu que a responsabilidade pela quebra dos sigilos é dos próprios candidatos, e não da Justiça Eleitoral, o que levou a campanha de Lula a recorrer. A disputa se intensifica, com Flávio argumentando que a questão é mais política do que jurídica.
Após a campanha do presidente Lula entregar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) as procurações que permitem quebras de sigilos bancário e telefônico, o senador Flávio Bolsonaro enviou à corte eleitoral, no início da madrugada desta sexta-feira (23) as autorizações que permitiriam a divulgação dos dados. Nenhuma das duas campanhas apresentou, no entanto, seus sigilos abertos.
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Na petição em que comunica a entrega das autorizações, a defesa de Flávio ainda cobra de Lula a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência da República. Esse tema não fazia parte de acordo a que chegaram representantes das duas campanhas nesta quinta-feira (22).
A divulgação dos sigilos dos dois candidatos à Presidência ainda é incerta. No fim da tarde de quinta-feira (22), o ministro André Mendonça afirmou, em decisão, que a quebra dos sigilos cabe aos próprios candidatos, e não à Justiça Eleitoral. A campanha de Lula recorreu desse entendimento, pedindo que o magistrado execute o acordo entre as campanhas, como "um terceiro imparcial".
O pedido do PT ocorreu durante a entrega de malotes com as procurações que permitiriam as quebras de sigilo de Lula, seus familiares e o Instituto Lula.
Já a campanha de Flávio argumenta que a disputa é um "instrumento político", e não uma questão jurídica. Por isso, afirmam os advogados do senador, Mendonça não deveria atuar nesse caso.
A abertura de sigilo virou tema da campanha após Lula desafiar Flávio a abrir os sigilos bancários e telefônicos no domingo, durante debate da TV Band. O tema virou campanha nas redes sociais de petistas e, após relutar, Flávio afirmou que liberaria os registros apenas se o petista incluísse as informações do Instituto Lula, do ex-chefe de gabinete e do cartão corporativo da primeira-dama Janja da Silva. O candidato à reeleição aceitou, forçando um movimento do seu oponente.
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