A morte de um cão da raça pitbull após uma crise supostamente provocada pelo barulho de fogos de artifício durante o jogo da Seleção Brasileira deixou revoltado o tutor do animal. O caso aconteceu na tarde da última segunda-feira (30), no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Segundo o eletricista Evaldo, tutor do animal, os fogos começaram a ser soltados por moradores da região após um gol da Seleção Brasileira, na partida contra o Japão.
LEIA TAMBÉM
Ele contou que os dois cães que criava ficaram assustados com os estampidos. Zeus, um pitbull de 10 anos, apresentou uma reação mais forte. "Meus cachorros começaram a se tremer e correr de um lado para o outro. Eu fui acalmar o Zeus, mas ele ficou muito nervoso, chegou a partir para me morder. Depois começou a se deitar, se esticar e morreu", relatou Evaldo.
Abalado, o tutor questionou a falta de respeito à legislação estadual que proíbe fogos com barulho. "A lei não está valendo de nada porque a população não está nem aí", desabafou.
O caso chama atenção porque a Lei Estadual nº 9.146/2024, de autoria da depuitada Cibele Moura, já está em vigor e proíbe em Alagoas a fabricação, comercialização, transporte e utilização de fogos de artifício com estampido. A norma passou a valer em 15 de janeiro de 2026 e prevê multas que variam de R$ 2,5 mil a R$ 15 mil para quem descumprir a determinação.
A legislação foi criada para reduzir os impactos causados pelos estampidos em animais, crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), idosos e pessoas sensíveis a ruídos.
Apesar da proibição, o uso de fogos com barulho ainda é registrado com frequência durante comemorações esportivas, festas e eventos particulares, levantando questionamentos sobre a fiscalização e o cumprimento da lei.