O aparecimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidêbcia da República deu a impressão de que teria aparecido alguém para encarar o presidente Lula (PL) com chances de evitar a reeleição do petista.
LEIA TAMBÉM
Tanto que Flávio chegou a liderar pesquisas iniciais, até com boa vantagem sobre Lula.
Mas parece que foi apenas impressão.
As primeiras críticas que o associavam à prática de "rachadinhas" foram acrescidas do envolvimento documentado e reiterado com Daniel Vorcaro, até que, nos últimos dias, caiu como uma bomba no meio político o tal vídeo de Michele Bolsonaro criticando o enteado.
O desenrolar dessa estória é relatado pela jornalista Bela Megale:
"São poucos os aliados e integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro que acreditam hoje numa vitória contra Lula. Mas um bode expiatório para seu inferno astral e até uma eventual derrota já existe: Michele Bolsonaro.
Na avaliação desse grupo, embora o PL concorde que a disputa será bem mais difícil para Flávio do que seria para Tarcísio de Freitas, Michelle surge como a 'culpada perfeita' num cenário de fracasso.
O vídeo gravado pela ex-primeira-dama expondo as desavenças com o enteado caiu como a justificativa ideal para quem busca blindar Flávio diante das dificuldades que ele enfrenta para atrair o eleitorado feminino. Desafio que herdou do pai.
A falta de habilidade do senador para se aproximar da madrasta — peça-chave para conquistar esse voto — antes do 'caldo entornar' será atribuída à intempestividade de Michelle.
Mas Flávio cada vez mais é descrito por lideranças da direita e aliados como um 'candidato pesado', com um passado marcado pelo escândalo das rachadinhas, enterrado pela Justiça, e a revelação das suas ligações com Daniel Vorcaro.
Ainda assim, por ser o escolhido do ex-presidente, a alternativa é aceitá-lo."