Garota de programa admite ter matado cliente por asfixia após receber R$ 54 mil para fetiche perigoso

Publicado em 08/05/2026, às 14h04
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Extra Online

Michaela Rylaarsdam, uma mulher casada de 32 anos que trabalha como garota de programa e modelo no OnlyFans, admitiu ter matado um cliente durante um fetiche perigoso, resultando em sua condenação em tribunal em San Diego, Califórnia.

O cliente, Michael Dale, de 55 anos, morreu de asfixia após Michaela usar fita adesiva e um saco plástico em sua cabeça, prática que é considerada de alto risco e conhecida como asfixia erótica.

Michaela será sentenciada no próximo mês, com expectativa de pena de quatro anos de prisão, enquanto seu advogado argumenta que não houve intenção de matar, destacando o consentimento do cliente como um fator atenuante.

Resumo gerado por IA

Uma mulher casada que atua como garota de programa e modelo no OnlyFans admitiu ter matado um cliente que a havia contratado para a realização de um fetiche perigoso. Michaela Rylaarsdam, de 32 anos, declarou-se culpada em tribunal de San Diego (Califórnia, EUA) nesta semana.

No próximo mês, Michaela será setenciada. Acredita-se que ela receba pena de quatro anos de prisão.

O cliente, Michael Dale, que tinha 55 anos, morreu de asfixia.

Durante o programa, pelo qual Michaela recebeu US$ 11 mil (cerca de R$ 54 mil), a profissional do sexo colocou fita adesiva sobre a boca de Dale e um saco plástico em volta da cabeça. Como suas mãos estavam amarradas, Michael não conseguiu remover o plástico.

Michael permaneceu com o plástico em volta da cabeça por 8 minutos. Percebendo a gravidade da situação, Michaela ligou para o 911 (serviço de emergências nos EUA). Paramédicos não demoraram a chegar, mas havia pouco a fazer. O cliente foi declarado com morte cerebral no dia seguinte, de acordo com o "NY Post".

Michaela é casada com Brandon Rylaarsdam e tem três filhos. O marido sabia da atividade profissional dela e até ajudava Michaela a administrar o negócio, especialmente o site criado por ela — Secret Hostess — para exibir fotos e anunciar os seus serviços. Na página, a americana se descreve como uma "criação sofisticada e elegante" com "10 anos de experiência". Ela diz diz especialista em "lap dance acrobática". Michaela também atuava por videochamadas, cobrando US$ 150 (R$ 740) por sessão.

Seu advogado, Dan Cohen, afirmou que Michaela não tinha intenção de matar o clidente, argumentando que, embora o consentimento não seja uma defesa legal, é "certamente um fator atenuante".

"Não houve intenção de matar e nem tentativa de encobrir o ocorrido. E ela agiu de forma apropriada quando percebeu que isso era um problema. Definitivamente, há um elemento consensual. Não apenas algo com que ele consentiu, mas algo que ele buscou ativamente", declarou ele.

O fetiche sadomasoquista visto no caso é chamado de asfixia erótica, que consiste na restrição intencional de oxigênio ao cérebro para aumentar o prazer sexual. É considerada uma prática de alto risco de morte acidental.

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