O lançamento do álbum da Copa do Mundo de 2026 gerou um aumento significativo de golpes online, com 164 sites fraudulentos identificados, representando um crescimento de 720% em relação ao mês anterior. Esses sites imitam a página oficial de vendas, oferecendo preços muito abaixo do normal para enganar consumidores.
Os golpistas utilizam táticas como a criação de páginas que replicam a identidade visual da Panini e informações falsas para aumentar a credibilidade. Além disso, as vítimas são frequentemente direcionadas a transferências via PIX, dificultando a recuperação dos valores devido à rápida divisão do dinheiro entre várias contas.
A Panini está tomando medidas para remover os sites fraudulentos e alerta os colecionadores sobre ofertas suspeitas. A empresa recomenda a compra de figurinhas apenas através de varejistas parceiros e do site oficial, enquanto a Polícia Civil já apreendeu grandes quantidades de figurinhas falsas em operações recentes.
O lançamento recente do álbum da Copa do Mundo de 2026 fez aumentar o número de golpes na internet envolvendo a venda de figurinhas e do livro ilustrado da Panini.
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Segundo dados da Kaspersky, pelo menos 164 sites fraudulentos que simulam a página oficial de venda de figurinhas foram identificados até meados de maio — um aumento de 720% em relação ao registrado até 23 de abril, quando eram 20 páginas.
Esses domínios reproduzem o layout, a identidade visual e as etapas da jornada de compra do produto oficial, com preços muito abaixo da média ou ofertas classificadas como “imperdíveis”.
Para aumentar a credibilidade, algumas dessas páginas falsas apresentam até informações no rodapé, como formas de contato, CNPJ e endereço.
O objetivo é enganar os consumidores e roubar dinheiro. Na etapa de pagamento, por exemplo, as vítimas costumam ser direcionadas a transferências via PIX — e o valor geralmente é enviado para contas de “laranjas” em fintechs.
Segundo a Kaspersky, o dinheiro costuma ser rapidamente dividido entre diversas contas após a transferência, o que dificulta o rastreamento e a recuperação dos valores pelas vítimas.
“A popularidade da coleção e o apelo emocional dos fãs tornam esse tipo de golpe ainda mais convincente”, diz o pesquisador-chefe de segurança da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina e a Europa, Fabio Assolini.
“Os criminosos exploram a pressa, o medo de ficar de fora e a busca por bons preços. Eles constroem armadilhas digitais, e a tendência é que novos domínios fraudulentos, cada vez mais elaborados, continuem surgindo nos próximos dias”, completa.
Segundo a empresa, esses sites foram identificados no Brasil, em Portugal e em outros países da América Latina. Na Colômbia, por exemplo, o golpe também era disseminado por meio de mensagens em aplicativos como o WhatsApp e por anúncios em redes sociais, como o Instagram.
Procurada, a Panini afirmou que está tomando medidas para retirar do ar os sites que promovem esses golpes, mas reforçou a importância de os colecionadores ficarem atentos a ofertas e benefícios muito fora do padrão.
“Os colecionadores podem comprar os cromos por meio de grandes varejistas do e-commerce, que são parceiros comerciais da editora, além do site oficial da Panini”, diz a companhia em nota. Entre os sites parceiros da empresa estão, por exemplo, Amazon, Magalu e Mercado Livre.
Figurinhas falsas
Outro golpe que vem se tornando comum é a venda de figurinhas falsas, com relatos surgindo nas redes sociais.
Nesse caso, o consumidor chega a receber um pacote em casa, mas com cromos falsificados, com cores diferentes das originais ou com o verso em branco — ou seja, sem o layout característico do papel de proteção.
Na semana passada, por exemplo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu cerca de 200 mil cromos falsificados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
O material, que foi encontrado no compartimento de carga de um ônibus, foi submetido à perícia e posteriormente inutilizado.
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