Governo Federal projeta aumento de quase 6% no salário mínimo; veja novo valor

Publicado em 15/04/2026, às 18h24
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por Idiana Tomazelli e Luany Galdeano/Folhapress

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva propõe um salário mínimo de R$ 1.717 para 2027, representando um aumento de 5,92% em relação ao atual, conforme o PLDO apresentado recentemente.

A correção do salário mínimo seguirá uma fórmula que considera a inflação e a variação do PIB, com o crescimento econômico de 2,3% registrado no ano passado influenciando essa estimativa.

O governo limitará o ganho real do salário mínimo para evitar pressão sobre despesas discricionárias, com a possibilidade de ajustes no valor projetado até a proposta orçamentária de agosto, dependendo das variações econômicas.

Resumo gerado por IA

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê um salário mínimo de R$ 1.717 no ano que vem. O valor foi indicado no PLDO (projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, apresentado nesta quarta-feira (15).

Se confirmado no futuro, representará um aumento de 5,92% em relação ao piso atual, que é de R$ 1.621. O projeto prevê ainda um salário mínimo de R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030.

A estimativa segue a fórmula de correção da política de valorização, que inclui reajuste pela inflação de 12 meses até novembro do ano anterior mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes (neste caso, 2025).

No ano passado, a economia cresceu 2,3%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O salário mínimo é baliza mínima para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo, como aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Sua correção interfere diretamente em algumas despesas mais relevantes do Orçamento Federal.

Por isso, o governo decidiu limitar o ganho real ao mesmo ritmo da expansão do arcabouço fiscal, que fica entre 0,6% e 2,5% acima da inflação ao ano. A medida tenta evitar que o crescimento acelerado dos gastos obrigatórios indexados ao piso gerasse pressão sobre ações discricionárias (como custeio e investimentos), colocando em risco a sustentabilidade da regra.

O ganho real previsto para 2027 fica dentro do limite de 2,5% que valerá para o aumento das despesas acima da inflação no ano que vem.

O valor do piso projetado para 2027 ainda pode mudar ao longo do ano, conforme variações na estimativa para a inflação ou no ritmo de expansão do arcabouço no ano que vem. Uma nova avaliação será encaminhada com a proposta orçamentária, em 31 de agosto.

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