Hantavírus: OMS confirma oito casos de cepa que causou surto em navio

Publicado em 14/05/2026, às 12h42
Número de infectados chega a 11, incluindo três mortes - Foto: BBC
Número de infectados chega a 11, incluindo três mortes - Foto: BBC

Por Redação

O número de casos confirmados de hantavírus subiu para oito em um surto a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, com três óbitos registrados, todos relacionados à cepa Andes, transmissível entre pessoas.

Desde o último boletim, foram identificados dois novos casos confirmados e um inconclusivo entre os passageiros, com casos também relatados na França e na Espanha, onde os pacientes estão assintomáticos.

As investigações estão em andamento para determinar a origem do surto, com a OMS colaborando com autoridades da Argentina e do Chile, enquanto medidas de resposta incluem isolamento, tratamento e rastreamento de contatos.

Resumo gerado por IA

Subiu para oito o número de casos confirmados de hantavírus em meio a um surto da doença em um navio de cruzeiro que navegava pelo Atlântico. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os casos são da cepa Andes, a única cepa de hantavírus transmissível de pessoa para pessoa

“Até 13 de maio, foram relatados 11 casos no total: oito confirmados, um inconclusivo e dois prováveis, incluindo três óbitos – dois confirmados e um provável”, informou a OMS em nota.

Desde a publicação do último boletim informativo, no dia 8, foram relatados dois casos confirmados adicionais e um caso inconclusivo entre os passageiros.

O comunicado confirma o caso de uma pessoa na França, que apresentou sintomas durante a repatriação; outra na Espanha, testada na chegada ao país, após a repatriação, e que segue assintomática; e uma terceira com resultados laboratoriais inconclusivos, repatriada para os Estados Unidos e também assintomática. Este último paciente está se submetendo a novos testes.

“A amostra do indivíduo foi coletada devido à exposição de alto risco a casos confirmados a bordo. Todos os casos confirmados em laboratório são de infecção por Andes. Todos eram passageiros a bordo do MV Hondius”, explicou a entidade.

Com base nas informações atualmente disponíveis, a hipótese principal a ser considerada, segundo a OMS, é que o primeiro caso tenha adquirido a infecção antes de embarcar no cruzeiro, por meio de exposição em terra. “Investigações estão em andamento para elucidar as possíveis circunstâncias de exposição e a origem do surto, em colaboração com as autoridades da Argentina e do Chile.”

De acordo com a entidade, as evidências atuais sugerem transmissão subsequente de pessoa para pessoa a bordo do navio. "Isso também é corroborado por uma análise preliminar das sequências, que mostram similaridade quase idêntica entre diferentes casos”, completou a OMS.

O surto é gerenciado por meio de resposta internacional coordenada, incluindo investigações epidemiológicas aprofundadas, isolamento e tratamento clínico dos casos, evacuações médicas, testes laboratoriais e rastreamento internacional de contatos, quarentena e monitoramento.

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