A Guarda Civil da Espanha prendeu um homem suspeito de iniciar o incêndio que devastou 6.000 hectares ao redor de Madri, considerado o pior da história da região, resultando no deslocamento de 19 mil pessoas.
O incêndio começou em Burgohondo devido ao uso imprudente de maquinário pesado, que gerou faíscas, desafiando proibições locais e levando a uma catástrofe sem precedentes, segundo a presidente regional Isabel Díaz Ayuso.
As autoridades decretaram estado de emergência e estão monitorando a situação de 1.200 idosos em áreas afetadas, enquanto quatro localidades foram evacuadas e outras três estão sob confinamento, sem relatos de mortes até o momento.
A Guarda Civil da Espanha prendeu nesta sexta-feira (24) um homem suspeito de iniciar o fogo que desencadeou o "pior incêndio da história" de comunidades que ficam ao redor da Madri, capital espanhola.
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Além do preso, um outro homem também é investigado por participação. Eles teriam provocado as faíscas que iniciaram as chamas ao usar um maquinário pesado, segundo informou a Guarda Civil da Espanha.
Fogo começou no município de Burgohondo, localizada na província de Ávila. Essa é uma província da comunidade autônoma de Castela e Leão, no centro-oeste da Espanha, que faz fronteira com a Comunidade de Madri, distante cerca de 110 km da capital espanhola.
"A causa do incêndio foi uma grave imprudência: o uso de maquinário pesado na área onde o fogo começou, apesar de essa atividade estar totalmente proibida no local. Os dois investigados teriam provocado faíscas durante a operação desse maquinário, o que teria dado origem ao incêndio", Guarda Civil da Espanha, em postagem no X.
🚨ÚLTIMA HORA INCENDIO FORESTAL BURGOHONDO🚨
— Guardia Civil (@guardiacivil) July 24, 2026
Detenida una persona y se investiga a otra como autores del incendio forestal de Burgohondo (Ávila)
🔥 La causa del origen del mismo ha sido una imprudencia grave por el empleo de maquinaria pesada en la zona origen, donde estaba… pic.twitter.com/aYZnFLMPF0
Pelo menos 19 mil pessoas foram deslocadas ou estão confinadas na região da Comunidade de Madri. Esse é descrito como o "pior incêndio da história" da região, que já devastou 6.000 hectares, anunciou nesta sexta-feira a presidente regional, Isabel Díaz Ayuso.
Incêndio é um catástrofe sem precedentes, disse Ayuso. "Para um região como esta, com alta concentração de residências e população, é uma catástrofe. Nunca vivenciamos nada parecido", falou.
Ayuso ressaltou que agora "a prioridade é salvar vidas". A líder regional explicou aos jornalistas que sua equipe monitora a situação de 1.200 idosos que vivem perto das chamas e que quatro localidades "já foram evacuadas ou estão em processo de evacuação".
As autoridades também decretaram confinamento para a população de outras três localidades, acrescentou a líder regional. Até o momento, não há relatos de mortes. Na véspera do desastre, o governo espanhol declarou estado de emergência na região de Madri e na província vizinha de Ávila "devido à convergência" de vários incêndios que poderiam se fundir.
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