Um homem de 31 anos foi indiciado no Paraná por lesão corporal e tortura após agredir sua filha de três anos, um ato registrado por câmeras de segurança que gerou repercussão nas redes sociais. Ele está preso preventivamente desde 9 de agosto e admitiu as agressões em depoimento à polícia.
Além da agressão à filha, o indiciamento inclui outros episódios de violência, como uma agressão ao enteado de cinco anos, que foi golpeado com um pedaço de madeira. A investigação revelou que o pai impunha castigos físicos e psicológicos, como forçar as crianças a ajoelhar sobre objetos dolorosos.
A Justiça concedeu medidas protetivas para a mãe e as crianças, enquanto a Defensoria Pública aguarda a aceitação de uma eventual denúncia do Ministério Público. A mãe expressou surpresa e abalo emocional, afirmando que o marido não apresentava comportamento agressivo anteriormente.
O homem de 31 anos preso após ser flagrado chutando o rosto da filha de três anos no Paraná foi indiciado, nesta segunda-feira (13), pela Polícia Civil sob suspeita de lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura. O nome dele não foi divulgado.
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A polícia e a Justiça Estadual não informaram à reportagem se o indiciado já tem defesa constituída no processo. A Defensoria Pública atuou na audiência de custódia do pai, semana passada, mas afirmou nesta segunda que só deve ser novamente convocada se eventual denúncia do Ministério Público for aceita pela Justiça. O processo tramita sob sigilo.
Ele está preso preventivamente (sem prazo) desde quinta-feira (9) e, em depoimento à polícia, admitiu ter agredido a filha. Um vídeo captado por uma câmera de segurança registrou a agressão e circulou nas redes sociais desde então. O episódio aconteceu em 5 de julho. Ele não possui antecedentes criminais.
O indiciamento desta segunda, contudo, envolve outros supostos crimes atribuídos ao homem, além da lesão corporal contra a menina. De acordo com o delegado Ricardo Moraes, durante a investigação foram identificados outros episódios de violência. Um deles ocorreu em 2 de julho contra o enteado do indiciado.
A criança de cinco anos teria sido agredida no rosto com um pedaço de madeira. "As fotografias das marcas deixadas pela agressão foram recolhidas e encaminhadas para produção de laudo pericial indireto", disse o delegado.
Já o indiciamento por tortura tem relação com o sofrimento físico e psíquico causado nas crianças a partir de castigos impostos pelo pai, segundo a polícia. "Informações colhidas indicam que o suspeito determinava que as duas crianças ajoelhassem sobre tampinhas de garrafa, milho e feijão como forma de castigá-las", afirmou o delegado.
A polícia disse que os indiciamentos foram "embasados em avaliações psicológicas das vítimas realizadas pela rede de proteção e provas testemunhais", além de imagens de câmeras de segurança que registraram a agressão.
Nas imagens, o homem aparece caminhando na calçada com as duas crianças. Eles carregam sacolas com compras. Durante o trajeto, o pai se vira e dá um chute no rosto da menina, que cai no chão.
Em depoimento à polícia, o homem disse que reagiu depois do choro e dos gritos da criança.
"Eu perdi a cabeça e acabei fazendo o que não deveria ter feito. Não era intencional, porque jamais iria machucar minha filha. E acabou acontecendo", afirmou ele. Um trecho do vídeo do depoimento foi exibido pelo "Fantástico", da TV Globo, na noite deste domingo (12).
"No ato de voltar para casa ela estava berrando, e tudo mais. Eu tinha pedido para ela parar de estar berrando. Ela sempre chora ou berra direto, escandalosamente", afirmou o suspeito à polícia.
A Justiça autorizou medidas protetivas para a mãe, as crianças, familiares e testemunhas.
Em áudio enviado ao "Fantástico", a mãe das crianças disse que o marido nunca tinha tido esse tipo de atitude, que não era agressivo e que levavam uma vida normal. "Estou muito abalada com o que está acontecendo", afirmou ela.
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