Ibama aplica R$ 2 milhões em multas por incêndios ilegais na Amazônia

Publicado em 20/10/2026, às 10h42 - Atualizado às 10h43
Chiristian Braga/Greenpeace
Chiristian Braga/Greenpeace

Por João Gabriel/Folhapress

O Ibama multou em R$ 2 milhões por incêndios florestais ilegais na Amazônia, que afetaram a capital Manaus, e autuou 19 responsáveis, embargando 250 hectares. A situação é crítica, com a origem dos incêndios sendo quase totalmente humana e intencional.

O Amazonas registrou 8.177 focos de incêndio em 2023, um aumento de 111% em relação ao ano anterior, embora ainda esteja 49% abaixo da média histórica. No bioma amazônico, foram 40.633 focos, alta de 62% em relação ao ano passado, mas 47% abaixo da média histórica.

O Ministério Público Federal solicitou a criação de uma sala de situação em Manaus e a suspensão de autorizações para queimadas. A Polícia Militar prendeu 11 suspeitos, enquanto uma comitiva do governo federal planeja aumentar o contingente de brigadistas e aeronaves na região.

Resumo gerado por IA

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) aplicou R$ 2 milhões em multas em razões dos incêndios florestais ilegais na Amazônia e que cobriram de fumaça a capital Manaus (AM) nas últimas semanas.

Nos últimos sete dias de operações na região, agentes do instituto lavraram 19 autos de infração contra os responsáveis pelas queimadas crimionsas, e embargaram um total de 250 hectares.

As autuações aconteceram nas cidades de Autazes e de Carreiro da Várzea, na região metropolitana da capital amazonense.

"Nossas equipes estão verifcando áreas queimadas para idenrtificar os responsáveis. São incendios criminosos, feitos sem autorização de nenhum órgão", afirma o presidente do Ibama, Jair Schmitt. "Em alguns casos, o fogo ultrapassou cercas e invadiu áreas públicas e outra propriedades."

"O trabalho deve seguir nos próximos dias, em uma ação coordenada com órgãos federais e estaduais para evitar novos incêndios", completou.

É consenso entre os agentes que a origem do fogo é quase inteiramente de causa humana e intencional. As investigações, inclusive da Polícia Federal, apuram se há motivação política por trás das queimadas.

O Amazonas registrou neste ano 8.177 focos de incêndio, aumento de 111% em relação ao intervalo de 1º de janeiro a 18 de outubro de 2025. O índice, porém, está 49% abaixo da média histórica do estado, de acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

No bioma amazônico como um todo, foram registrados 40.633 focos até agora em 2026 —alta de 62% em relação ao mesmo período do ano passado, mas 47% abaixo da média histórica do Inpe.

No último domingo (18), o Ministério Público Federal pediu a instalação, em até 72 horas, de uma "sala de situação interfederativa em Manaus", a criação de uma força-tarefa e a suspensão de qualquer autorização para queima.

Segundo relatório do procurador André Luiz Porreca, em uma reunião no sábado (17) entre os diferentes órgãos que tratam do tema, foi consenso que "a maioria deles [incêndios] tem natureza criminosa, conclusão extraída das características da vegetação das áreas atingidas".

"A maior parte desses incêndios está tradicionalmente relacionada à atividade pecuária, sem desconsiderar, contudo, outras motivações possíveis (inclusive de natureza política)", completou.

Participaram do encontro entidades como Ibama, Polícia Federal, Ministério Público Estadual e a Polícia Civil do Amazonas.

Também no sábado, a Polícia Militar do Amazonas prendeu 11 pessoas por suspeita de envolvimento com as queimadas no estado.

Uma comitiva do governo federal visitou a região neste domingo, com os ministros João Paulo Capobianco (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Wellington César Lima e Silva (Justiça e da Segurança Pública), José Múcio Monteiro (Defesa) e Waldez Góes (Integração e do Desenvolvimento Regional).

A expectativa é que o contingente atuando no estado chegue nesta semana a 400 brigadistas e 16 aeronaves —a fumaça na região chegou a impedir algumas operações de combate ao fogo.

Gostou? Compartilhe