Brasil

Incêndio na boate Kiss completa quatro anos sem nenhum condenado

27/01/17 - 09h45 - Atualizado em 27/01/17 - 09h46
Reprodução

O incêndio na boate Kiss, que matou 242 jovens em Santa Maria (RS), completa quatro anos hoje dia 27 de janeiro e, até agora, ninguém foi condenado. Para piorar, só estão indiciados os donos da boate e dois músicos da banda Gurizada Fandangueira. Ou seja, escaparam do processo os responsáveis por alvarás, licença de funcionamento, vistorias e outros protocolos não cumpridos enquanto a boate funcionou.

Enquanto quem causou a tragédia está em liberdade, parentes das vítimas estão sendo processados e estes processos estão andando rapidamente. Familiares das vítimas são acusados de caluniar promotores envolvidos no processo.

Ao terminar o inquérito policial, 16 pessoas foram indiciadas e otras 12 apontadas como responsável, mas quando a lista foi para o Ministério Público,  das 28 pessoas responsabilizadas da lista, o MP denunciou apenas 4 bombeiros, um foi absolvido, dois foram condenados por expedição de alvará e outro por fraude processual. Todos estão em liberdade. Outras 4 pessoas foram denunciadas por homicídio: os donos da boate e dois integrantes da banda que tocava na noite de incêndio. Todos respondem em liberdade.

Tragédia

O incêndio na boate Kiss foi uma tragédia que matou 242 pessoas e feriu 680 outras numa discoteca da cidade de Santa Maria, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. O incêndio ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 e foi causado por um sinalizador disparado no palco em direção ao teto por um integrante da banda que se apresentava no local. A imprudência e as más condições de segurança ocasionaram a morte de todas estas pessoas.

O acidente foi considerado a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio, sendo superado apenas pela tragédia do Gran Circus Norte-Americano, ocorrida em 1961, em Niterói, que vitimou 503 pessoas e teve características semelhantes às do incêndio ocorrido na Argentina, em 2004, na discoteca República Cromañón. Classificou-se também como a quinta maior tragédia da história do Brasil a maior do Rio Grande do Sul, a de maior número de mortos nos últimos cinquenta anos no Brasil e o terceiro maior desastre em casas noturnas no mundo.