O Ministério Público de Alagoas anunciou o arquivamento do inquérito sobre o acidente de ônibus na Serra da Barriga, que resultou na morte de 20 pessoas em novembro de 2024, devido à falta de êxito na intimação dos envolvidos.
Os familiares das vítimas têm 30 dias para contestar a decisão, podendo fazê-lo presencialmente ou por e-mail, uma vez que não houve advogados constituídos para representá-los.
O acidente, que ocorreu durante um evento tradicional, foi atribuído a falha humana do motorista, que também faleceu, após uma perícia que descartou problemas mecânicos no veículo.
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) publicou um edital de intimação referente ao arquivamento do inquérito policial que investigava a tragédia com ônibus na Serra da Barriga, em União dos Palmares, ocorrida em novembro de 2024. Vinte pessoas morreram no acidente.
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Publicado no dia 22 de julho, o documento intima os envolvidos e os familiares das vítimas falecidas, pois o órgão estadual alegou que não teve êxito na intimação pelos endereços eletrônicos registrados durante a investigação. Também não há advogados constituídos.
Os parentes das vítimas podem contestar a decisão por arquivamento e interpor com recurso no prazo de 30 dias.
Os meios para a contestação são: de forma presencial, na sede da Terceira Promotoria de Justiça, de União dos Palmares, ou de maneira remota, com o encaminhamento das informações por e-mail: [email protected].
O caso
O trágico acidente na subida da Serra da Barriga, que foi sede do principal quilombo do Brasil, em União dos Palmares, ocorreu em 24 de novembro de 2024, quando um ônibus com 48 pessoas despencou de uma ribanceira a caminho do tradicional evento pôr-do-sol na Serra.
Do total de passageiros, 20 perderam a vida, sendo 16 óbitos confirmados ainda no local. O acidente gerou caos na região, com dezenas de feridos sendo encaminhados ao Hospital Regional da Mata (HRM), em União dos Palmares, e ao Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.
Cerca de um ano após o acidente, uma perícia foi realizada no veículo. A Polícia Científica, à época, descartou falha mecânica. Com isso, atribuiu-se a falha humana ao motorista que foi uma das vítimas que não resistiu ao tombamento em ribanceira.
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