Polícia

Irmão de esposa de militar diz que agressões à vítima eram frequentes; assista

João Celso cobrou do governo do Estado que não deixe o caso impune

24/01/18 - 10h33 - Atualizado em 24/01/18 - 10h44
Reprodução / Redes Sociais

O irmão de Expedita da Silva, que morreu na tarde desta terça-feira (24), no Hospital Geral do Estado (HGE), no bairro do Trapiche, em Maceió, após ser baleada pelo marido, o cabo Ivan Augusto, revelou que as agressões do cunhado contra a irmã e as sobrinhas eram constantes.

João Celso conversou com o repórter Alberto Lima, da TV Pajuçara, e, acompanhado da mãe, descreveu um histórico de violência de Ivan em relação a Expedita. “Ele nunca deixava ela em paz, mas ele sempre foi assim. Ela não vivia com ninguém, mas ele dizia que, se encontrasse ela com alguém, executava os dois. Uma vez ela chegou em casa com o olho roxo; em outra, ele chegou a apontar a pistola para cabeça dela; ele espancava as crianças”, afirmou.

O irmão lembra que Ivan chegou a ameaçar um motorista de ônibus para que ele confessasse um relacionamento com Expedita, que nunca existiu, segundo a família.

João acredita que devido ao histórico de violência do cabo Ivan, ele já deveria ter sido afastado das funções. “Ele é uma pessoa que, infelizmente, era pra ter sido afastada do batalhão há muito tempo. Um militar desses não tem condições de defender a sociedade, e a família não quer que ele fique impune”, pontuou.

Em seu apelo, o irmão pediu para que a sociedade, o governador do Estado e o secretário de Segurança Pública não permitam que o caso fique impune. “A família não quer justiça com as próprias mãos, queremos justiça. Ele cometeu um crime na frente de uma criança de 13 anos, que está em estado de choque. Esperamos que o estado não deixe mais um militar impune”, concluiu.

Filha era usada para convencer a vítima

A mãe de Expedita, Maria das Dores, também estava no HGE durante a entrevista ao repórter da TV Pajuçara. Ela revelou que durante as brigas do casal o cabo usava a filha para pressionar a volta de Expedita.

“Quando eles brigavam, a minha filha vinha para minha casa e minha neta de 13 anos, que testemunhou o crime, ficava com ele, que a impedia de ver a mãe. Como é que ele dizia ter amor às duas filhas deles e foi capaz de colocar uma dor dessa nos corações dessas meninas? Tirar a mãe?”, desabafou.

Veja o vídeo da entrevista: